Manifestação na Ponte da Amizade pode causar transtornos no trânsito entre Brasil e Paraguai

Um novo protesto contra as medidas da Receita Federal está agendado para esta sexta-feira (21) na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, com previsão de bloqueio da passagem entre os países.
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Um protesto programado para esta sexta-feira (21) na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, visa contestar as novas medidas implementadas pela Receita Federal. O ato, que terá início às 9h, promete bloquear a passagem entre Brasil e Paraguai, mas até a noite de quinta-feira (20), não havia confirmação oficial sobre o fechamento da ponte. A intensidade do impacto no trânsito dependerá da adesão dos manifestantes e da forma como o protesto será conduzido.

A mobilização envolve trabalhadores de setores como transporte, turismo e comércio, reunindo taxistas, mototaxistas, motoristas de vans e de aplicativos, além de empresas de turismo. Trabalhadores do Paraguai também foram convocados para participar do MOVIMENTO. A razão para a manifestação são as alterações nas regras de fiscalização em Foz do Iguaçu, que têm gerado insatisfação entre os profissionais da região.

Recentemente, a Receita Federal alterou o trajeto dos ônibus que partem da Rodoviária Internacional em direção a outras cidades, obrigando-os a passar pela Avenida Paraná, em frente à Alfândega da Receita Federal, antes de acessar a BR-277. Essa mudança implica que os ônibus enfrentem a área de fiscalização, mesmo quando não estão sob seleção para abordagem, o que tem gerado críticas entre os trabalhadores da fronteira.

As novas diretrizes têm sido alvo de reclamações, pois aumentam o tempo de deslocamento e impactam negativamente as atividades que dependem da movimentação entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. Além disso, há descontentamento com os procedimentos de fiscalização e apreensão de mercadorias, levando à necessidade de mobilizações.

Este protesto será a segunda manifestação da semana. Na quarta-feira (19), ocorreu um ato em frente à sede da Receita Federal na Avenida Paraná, mas a adesão foi considerada baixa. Durante essa primeira mobilização, os participantes exigiram maior transparência nas apreensões, revisão dos procedimentos de fiscalização dos ônibus e alteração da cota de compras para viajantes que cruzam a fronteira terrestre para entrar no Brasil.

Os organizadores do protesto desta sexta-feira enfatizam a importância de revisar as regras que impactam o transporte de mercadorias e a estrutura rodoviária. A Receita Federal, por sua vez, defende que as novas medidas visam coibir o transporte irregular de mercadorias, que afeta a fiscalização aduaneira, a segurança, o funcionamento da rodoviária e a atividade turística da cidade.