Rivalidade histórica: Didi e Di Stéfano em foco na Copa de 1962

No dia em que completaria 98 anos, Didi relembra rivalidade com Alfredo Di Stéfano na Copa do Mundo de 1962, quando se preparava para um crucial confronto entre Brasil e Espanha, marcando um capítulo importante na história do futebol.
w500_h140_qfl_fto_12008-1

Alfredo Di Stéfano, embora argentino, representava a seleção da Espanha na Copa do Mundo de 1962, disputada no Chile. Na fase de grupos, o Brasil precisava vencer a Espanha após um empate contra a Tchecoslováquia e uma vitória sobre o México, especialmente após a contusão de Pelé.

Didi, que faria 98 anos, estava motivado para o duelo, com o desejo de resolver uma rixa com Di Stéfano, que o havia boicotado quando o brasileiro jogava em Madrid. Em suas palavras, ele revelou: “(…) estive para estragar tudo. Nos dois dias que precederam o jogo com a Espanha, não dormi: tinha uma forra sobre Di Stéfano. Era a chance para eu me vingar. Pensei: vou dar um baile nele. Se não conseguir, dou-lhe uma pancada.”

O atleta argentino manifestou o desejo de enfrentar o Brasil, considerando esse jogo como uma das últimas oportunidades de sua carreira. Ele comentou: “Quero jogar contra o Brasil, mesmo estando contundido, prefiro mil vezes atuar em um jogo como este.” Apesar de sua determinação, Di Stéfano não participou da partida, assistindo do Estádio Sausalito, em Viña del Mar, enquanto sua equipe sofria uma derrota por 2 a 1.

A seleção brasileira, Sem Pelé, contou com Amarildo, que se destacou ao marcar os dois gols da vitória. Didi, em conversa com Teixeira Heizer, enfatizou a importância de escalar Amarildo: “Procurei o doutor Paulo [Machado de Carvalho] e o Aymoré [Moreira] e conversamos. Expliquei que não seria difícil. Era escalar o Amarildo, porque eu na meia, Zagallo na ponta e Nilton Santos atrás, escoraríamos o Amarildo.”

A estratégia de Didi se mostrou eficaz. Amarildo assumiu a responsabilidade e garantiu a classificação do Brasil para as quartas de final, impulsionando a equipe rumo ao bicampeonato mundial. O legado dessa partida continua sendo lembrado, não apenas pela vitória, mas também pelas rivalidades que marcaram a história do futebol.