Julgamento no TSE pode definir resultado da eleição no Rio de Janeiro

O Tribunal Superior Eleitoral irá decidir nesta quinta-feira sobre a desistência de Anthony Garotinho do recurso contra a inelegibilidade, o que pode alterar o cenário da disputa no estado. A sessão está marcada para às 10h.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) irá deliberar nesta quinta-feira (8), às 10h, sobre o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos) referente ao recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Essa decisão pode ter um impacto significativo no resultado da eleição, potencialmente encerrando a disputa já no primeiro turno.

Atualmente, os candidatos Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) estão na frente, classificados para o segundo turno, que está agendado para o dia 25 de outubro. Ruas lidera com 4.271.199 votos, o que representa 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes obteve 3.706.984 votos, correspondendo a 42,76%. Garotinho, por sua vez, recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17%, mas sua candidatura permanece sub judice.

Os ministros do TSE devem avaliar se aceitam a desistência do recurso feita pelo ex-governador. Se o pedido for homologado, os votos atribuídos a Garotinho serão anulados, o que resultaria em Douglas Ruas alcançando mais da metade dos votos válidos, podendo ser declarado eleito no primeiro turno.

Entretanto, a definição pode não ocorrer na sessão desta quinta-feira. Após a apresentação do voto do relator, é possível que algum ministro solicite vista do processo para uma análise mais detalhada, o que suspenderia o julgamento e adiaria a decisão final.

Garotinho formalizou sua desistência do recurso no dia 5 de setembro, um dia após o primeiro turno das eleições. No documento enviado ao TSE, ele declarou que abre mão do processo de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”, pedindo que a Corte reconhecesse essa decisão.

Na mesma data, o ministro Floriano Marques de Azevedo do TSE deu um prazo de dois dias para manifestação do Ministério Público. No dia seguinte, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) recomendou a aceitação da desistência. A PGE também sugeriu que, caso o pedido não fosse homologado, o recurso deveria ser rejeitado, mantendo o indeferimento da candidatura.