O candidato de esquerda Roberto Sánchez, que disputou as eleições presidenciais no Peru, reconheceu a derrota em relação à conservadora Keiko Fujimori nesta segunda-feira (6). A declaração foi feita ao lado de representantes de seu partido, Juntos pelo Peru, e ocorre três dias depois que a Comissão Nacional Eleitoral proclamou oficialmente a vitória da adversária. Em um comunicado, Sánchez afirmou: “Reconhecemos que a Comissão Nacional Eleitoral proclamou oficialmente os resultados eleitorais.”
A mudança na posição de Sánchez vem após ele ter declarado, no dia 23 de junho, que não aceitaria uma vitória de Fujimori, caso a Junta Nacional Eleitoral não atendesse ao seu pedido de anulação dos votos de peruanos que residem no exterior. O candidato alegou que houve uma suposta violação da lei eleitoral, que comprometeria a lisura do pleito.
Na coletiva de imprensa onde fez suas alegações, Sánchez mencionou a existência de uma “fraude em curso” relacionada ao voto de mais de 300 mil peruanos que participaram das eleições em 7 de junho. Ele destacou que a falta de digitalização das atas de apuração nas repartições consulares teria favorecido a manipulação dos resultados.
A situação eleitoral no Peru gerou intensas discussões e polêmicas, especialmente devido à participação dos cidadãos peruanos no exterior. A confirmação da vitória de Fujimori, portanto, marca um momento decisivo, não apenas para os eleitores, mas também para a estabilidade política do país.
Com essa nova postura, Sánchez se alinha às determinações da Comissão Nacional Eleitoral, encerrando um período de incertezas e contestações que marcaram a disputa eleitoral deste ano no Peru.