Restauro do Solar do Barão em Curitiba inicia com investimento significativo

As obras de revitalização do Solar do Barão, Patrimônio Histórico no Centro de Curitiba, começaram com um investimento de R$ 19 milhões. O projeto visa modernizar e ampliar o espaço, que deverá ser reaberto em dois anos.
Imagem áerea do complexo cultural Solar do Barão, no Centro de Curitiba. — Foto:
Imagem áerea do complexo cultural Solar do Barão, no Centro de Curitiba. — Foto:

As obras de restauro do Solar do Barão, localizado no Centro de Curitiba, tiveram início nesta semana com um aporte financeiro de R$ 19 milhões proveniente da Prefeitura. Essa intervenção, que faz parte do programa PRO Curitiba, é coordenada pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e tem previsão de duração de aproximadamente dois anos, focando na modernização, ampliação e melhorias na acessibilidade do complexo cultural.

Antes do começo das obras, a Fundação Cultural de Curitiba realizou um registro fotográfico dos ambientes desocupados, permitindo uma melhor compreensão da estrutura e das dimensões do local. O projeto de revitalização foi aprovado pelo prefeito Eduardo Pimentel e busca, além de restaurar, ampliar a capacidade de uso do espaço, que ocupa cerca de 3 mil metros quadrados em três blocos, na Rua Presidente Carlos Cavalcanti, número 533.

Após a conclusão das reformas, o Solar do Barão será reaberto com novas instalações, incluindo salas destinadas a cursos e exposições. O espaço também abrigará os Museus da Fotografia e da Gravura, a Gibiteca, ateliês e um novo bloco para o armazenamento do acervo artístico. Durante o período das obras, as atividades culturais do complexo foram transferidas para outros locais na região do Largo da Ordem.

Considerado Patrimônio Histórico do Paraná, o Solar do Barão possui uma rica história, com construções datadas entre 1880 e 1940. O palacete principal foi erguido no final do século XIX como residência do ervateiro Ildefonso Pereira Correia, conhecido como Barão do Serro Azul. O edifício, que apresenta uma fachada em tom vermelho-terroso, destaca-se na paisagem urbana da capital paranaense.

Com três andares, a arquitetura do Solar combina elementos ecléticos com forte influência neoclássica, visíveis nas colunas e ornamentos que remetem à arquitetura clássica. O local é conhecido por ter recebido personalidades históricas, como a princesa Isabel e o Conde d’Eu, em 1884.

Ao longo do século XX, o Solar do Barão passou por diversas transformações. Originalmente, foi a residência da família do barão, e após a morte do proprietário, sofreu ampliações. Em 1912, passou a ser ocupado pelo Exército, que realizou modificações na estrutura. A mudança definitiva de uso ocorreu em 1975, quando a Prefeitura de Curitiba adquiriu o imóvel. A partir da década de 1980, após uma restauração, o edifício foi convertido em centro cultural, tornando-se um importante polo artístico da cidade.