Deputados da oposição oficializaram, no dia 20, um pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, que atua no Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa é liderada por Gilberto Silva, atual líder da oposição na Câmara. Este movimento surge após o pedido de Mendes para que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fosse incluído no inquérito das fake news.
Em suas redes sociais, Silva apresentou justificativas para a solicitação. Ele argumentou que um ex-chefe do Poder Executivo estadual não deveria ser alvo de investigação apenas por expressar suas opiniões políticas. Para o deputado, a crítica institucional é um componente vital da democracia e não deveria ser tratada como uma infração. O inquérito das fake news, que fundamenta esse pedido, é amplamente questionado em meio jurídico.
A solicitação para investigar Zema foi feita por Gilmar Mendes na semana anterior. O magistrado enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes, alegando que o ex-governador deve ser investigado devido ao compartilhamento de um vídeo nas redes sociais, onde ele faz críticas direcionadas aos ministros do STF.
No vídeo em questão, fantoches representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, simulando um diálogo sobre a anulação das quebras de sigilo da empresa Maridt, que está ligada a Toffoli. Mendes realmente anulou essas quebras de sigilo, e a representação contra Zema afirma que o conteúdo do vídeo atenta contra a honra do STF e a imagem pessoal do ministro.
Atendendo ao pedido de Mendes, Alexandre de Moraes solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a situação. O desdobramento desse caso promete gerar repercussões significativas no cenário político e jurídico do país.