Professora é suspeita de assassinar ex-marido com mais de 50 facadas em São Paulo

Natália Casorla Begali, de 32 anos, é acusada de matar o ex-marido Michel Serra Begali, também de 32, em um crime considerado premeditado pela Polícia Civil. O caso ocorreu em Americana, e a professora está sob prisão domiciliar.

Uma professora de 32 anos, identificada como Natália Casorla Begali, é suspeita de assassinar o ex-marido, o empresário Michel Serra Begali, também de 32 anos, em um ataque a facadas que ocorreu no estacionamento de uma academia em Americana, interior de São Paulo. O crime, que a Polícia Civil classifica como premeditado e com "requintes de crueldade", aconteceu no último domingo (6), poucos dias após o término do relacionamento entre os dois.

Michel foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não conseguiu sobreviver aos ferimentos. Os profissionais que o atenderam relataram que ele apresentava cerca de 54 lesões, sendo 39 na parte superior do corpo, aparentemente provocadas por faca.

Natália foi encontrada dentro da academia com as roupas manchadas de sangue, acompanhada da filha de 12 anos, que, conforme o registro policial, teria testemunhado o crime. O delegado Odair José Jaeger, responsável pela investigação, afirmou que as evidências coletadas até o momento sugerem que a professora teria planejado o assassinato.

O casal havia se separado em 1º de setembro, após o que Michel passou a morar na casa da mãe. Na noite anterior ao crime, Natália fez publicações nas redes sociais que foram interpretadas pelos investigadores como ameaças. No dia do assassinato, ela teria ido à casa da mãe do ex-marido e o seguido até a academia.

Imagens de câmeras de segurança mostram Michel saindo do carro e se dirigindo ao estabelecimento, momento em que é atacado pelas costas. Após os primeiros golpes, Natália teria levado as crianças até o carro antes de retornar para atacar o ex-marido novamente. A Polícia Civil considera que as provas reunidas afastam a possibilidade de legítima defesa.

Após o crime, Natália foi presa em flagrante. Durante a audiência de custódia realizada na segunda-feira (7), a Justiça decidiu converter a prisão em preventiva, mas a medida foi cumprida em regime domiciliar, levando em conta que a professora é mãe de duas crianças menores de 12 anos e responsável por cuidar de um idoso acamado.