O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi anunciada em despacho neste sábado (12), quando Fachin também encaminhou à presidência da Corte processos associados ao Banco Master e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O processo chegou à relatoria de Fachin após o encaminhamento realizado pelo ministro André Mendonça. Essa movimentação segue uma determinação anterior do presidente do STF, que estabeleceu que investigações relacionadas a ministros da Corte devem ser apresentadas à Presidência para análise.
Fachin decidiu que a sessão prevista para a próxima terça-feira será restrita ao caso que envolve Moraes e Vorcaro. A reunião está agendada para começar às 10h, e o plenário deverá deliberar sobre a possibilidade de abrir uma investigação acerca de uma suposta ligação entre o ministro e o banqueiro.
Um dos elementos centrais do caso é um contrato no valor de R$ 131 milhões entre a esposa de Moraes e o Banco Master, que previa a atuação do banco em inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. Além disso, Fachin recebeu outros processos que envolvem o Banco Master e os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, que também estão sob investigação.
Outro processo, que diz respeito à atuação de Mendonça no caso, foi separado e será analisado em uma sessão marcada para o dia 23 de setembro. O presidente do STF também determinou que a Polícia Federal apresente informações sobre a custódia e o estado do celular de Vorcaro, de onde foram extraídos dados utilizados na investigação.
Esses desdobramentos indicam que o caso continua ganhando novas nuances, enquanto os detalhes sobre as interações entre Moraes e Vorcaro são cada vez mais examinados. As investigações em torno do Banco Master e os procedimentos envolvendo o INSS permanecem em pauta, refletindo a complexidade da situação e suas implicações legais.