Polícia Civil de SP receberá helicóptero de R$ 25 milhões apreendido em operação contra crimes

A Justiça autorizou a utilização de um helicóptero e três veículos apreendidos na Operação Falsa Las Vegas pela Polícia Civil de São Paulo, visando a preservação dos bens enquanto o processo judicial segue.
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A Justiça de São Paulo concedeu autorização para que a Polícia Civil utilize um helicóptero e três veículos que foram apreendidos durante a Operação Falsa Las Vegas. Esta operação, que contou com a participação do Ministério Público, tinha como objetivo desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais avaliado em bilhões.

O helicóptero, um modelo Airbus Helicopters EC130 T2, tem um valor estimado em R$ 25 milhões e ficará sob a responsabilidade da Polícia Civil até que o processo criminal seja concluído. De acordo com o Governo de São Paulo, a aeronave será utilizada em operações de segurança pública, apoio operacional, missões emergenciais e transporte de medicamentos e órgãos para transplantes. Os veículos apreendidos também serão integrados às atividades de inteligência da corporação.

Antes de ser utilizado, o helicóptero passará por inspeções técnicas e revisões mecânicas para garantir que atenda a todas as exigências das autoridades de aviação civil. A decisão judicial ressaltou que deixar bens de alto valor parados por longos períodos pode levar à deterioração e a prejuízos. O uso adequado dos bens apreendidos assegura a conservação do patrimônio até o desfecho do processo judicial.

A Operação Falsa Las Vegas foi deflagrada em 28 de maio e foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) do Ministério Público. O Governo de São Paulo informou que a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros vinculados aos investigados, além do sequestro de 76 imóveis associados à quadrilha.

As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para ocultar plataformas de apostas que ofereciam jogos proibidos no Brasil. A organização movimentava grandes quantias em dinheiro, que eram distribuídas em depósitos fracionados em diversas contas bancárias, dificultando o rastreamento pelas autoridades financeiras.

Durante a operação, foram cumpridos 22 mandados de busca e cinco de prisão preventiva na capital paulista e em sua região metropolitana, resultando na apreensão de aproximadamente R$ 500 mil em espécie.