Na segunda-feira, 20, Andy Burnham assumiu o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido e, em seu primeiro contato telefônico, destacou sua prioridade em garantir a segurança do país e de seus aliados. Em conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Burnham enfatizou que a defesa do Reino Unido está no topo de sua agenda. O premiê ainda convidou Trump para uma visita a Manchester, cidade onde foi prefeito entre 2017 e 2026.
Ao ser empossado, Burnham, de 56 anos, apresentou um ambicioso "plano de dez anos" com o objetivo de recolocar o Reino Unido no caminho da estabilidade, prometendo reformas em áreas como educação, reindustrialização e habitação popular. O novo líder trabalhista, que assumiu após a renúncia de Keir Starmer, manifestou intenção de agir imediatamente para aliviar a situação econômica enfrentada pela população.
O novo primeiro-ministro também declarou apoio incondicional ao presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em seu conflito com a Rússia, posição que também era defendida por seu antecessor. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, expressou expectativa de colaboração com Burnham para fortalecer as relações entre a União Europeia e o Reino Unido, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, o convidou para uma visita a Berlim.
Em meio a essas interações, o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou felicitações a Burnham, instando-o a reforçar a parceria entre o Reino Unido e a União Europeia. Burnham, que conquistou a liderança do Partido Trabalhista com o apoio de 379 dos 403 parlamentares na Câmara dos Comuns, é visto como a melhor aposta do partido para enfrentar as crescentes críticas e recuperar a confiança da população.
Durante o seu discurso de posse, Burnham comprometeu-se a "devolver a esperança" aos cidadãos britânicos, destacando a importância de ações imediatas em resposta às dificuldades econômicas. Sua estratégia inclui ainda a erradicação do fenômeno das pessoas em situação de rua no Reino Unido, refletindo um enfoque social em seu governo. Com a nomeação de novos ministros, como Ed Miliband, que assumiu Relações Exteriores, Burnham busca consolidar sua liderança e implementar suas promessas de mudanças significativas no cenário britânico.