Mudanças na Candidatura ao Senado no Rio com a Saída de Cláudio Castro

Após a desistência de Cláudio Castro, o PL reconfigura sua estratégia para o Senado no Rio, com Carlos Jordy emergindo como favorito. Sóstenes e Portinho também são considerados na disputa.
PL redesenha disputa ao Senado no Rio após saída de Castro — Foto: PL redesenha
PL redesenha disputa ao Senado no Rio após saída de Castro — Foto: PL redesenha

O PL iniciou um processo de reestruturação na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, em resposta à saída do ex-governador Cláudio Castro da pré-candidatura ao cargo. Com essa mudança, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) passou a ser visto como o principal candidato para ocupar a vaga que estava destinada a Castro nas eleições de 2026.

Carlos Jordy, aliado de longa data do ex-presidente Jair Bolsonaro, é considerado o favorito dentro do partido para assumir a posição deixada por Castro. Essa alteração no cenário político se deu após o ex-governador enfrentar um forte desgaste, impulsionado por duas operações da Polícia Federal em um intervalo de menos de duas semanas. Além disso, Castro já lidava com complicações jurídicas, tendo sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Nos bastidores do PL, a discussão sobre a sucessão agora é conduzida por um grupo próximo a Flávio Bolsonaro. Fontes internas indicam que há uma tendência de consolidar o nome de Jordy como a principal opção para a candidatura ao Senado. No entanto, outras possibilidades ainda estão sendo analisadas pela liderança do partido.

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder do PL na Câmara, voltou a ganhar relevância após a votação da PEC que modifica a jornada de trabalho. Ele apresentou um modelo 4×3 como alternativa, buscando evitar possíveis desgastes eleitorais em um tema sensível para o público. A campanha digital de Sóstenes também tem se destacado, com suas peças publicitárias alcançando grande visibilidade, incluindo um vídeo que superou 10 milhões de visualizações no TikTok.

As conversas sobre a nova composição da chapa para o Senado devem ser lideradas por Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto nas próximas semanas. A crise envolvendo Cláudio Castro acelerou a reorganização do PL, que agora vê o ex-governador como politicamente inviável devido às investigações sobre sua conexão com o banqueiro Daniel Vorcaro e os investimentos do Rioprevidência em operações relacionadas ao Banco Master.

Além das investigações da PF, Castro enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Essa acusação diz respeito à criação de uma quantidade significativa de cargos comissionados durante a campanha. O julgamento deste caso foi suspenso após um pedido de vista do ministro Nunes Marques.