A administração do presidente Trump está se preparando para intensificar as operações de fiscalização migratória em locais de trabalho, com a participação de diversas agências federais que discutem o aumento das prisões e a necessidade de apaziguar a base eleitoral do presidente. De acordo com fontes que estão a par das discussões, investigações criminais já estão em curso, e qualquer nova ação de fiscalização derivará dessas apurações.
Funcionários do governo relataram que as investigações criminais focadas em fraudes estão em ascensão, conforme indicado por um porta-voz do Departamento de Segurança Interna. Essa movimentação ocorre em um contexto onde o governo busca equilibrar um histórico elevado de deportações sem causar distúrbios em setores essenciais, como a indústria manufatureira, a construção civil e a agricultura, todos importantes para uma economia ainda vulnerável.
O Departamento de Segurança Interna tem enviado mensagens confusas sobre a execução de operações em ambientes de trabalho. Um exemplo notável foi uma ação de imigração realizada em uma fábrica da Hyundai na Geórgia, que gerou tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul.
Defensores de uma política de imigração mais rigorosa argumentam que a fiscalização em locais de trabalho é crucial para o êxito da agenda migratória do presidente. Um funcionário do governo comentou que, sem essa fiscalização, os números de deportações não alcançarão os níveis desejados, refletindo a urgência em intensificar essas operações.
As discussões entre várias agências, incluindo o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, têm avançado na formulação de uma estratégia para a fiscalização em locais de trabalho. Parte desse plano envolve a educação dos empregadores sobre suas responsabilidades na contratação e a realização de prisões em locais que estejam envolvidos em atividades ilícitas. Contudo, fontes alertam que esses planos ainda estão em fase de elaboração e podem sofrer alterações.
O presidente Trump, no passado, demonstrou hesitação em endurecer as medidas contra trabalhadores migrantes, sugerindo em algumas ocasiões que setores como agricultura deveriam ser protegidos, ao passo que suas declarações também pressionavam o ICE a intensificar as operações de imigração. Essa oscilação resultou em mudanças nas orientações do ICE, com agentes recebendo instruções para restringir operações em fazendas, hotéis e restaurantes, posteriormente revertidas para a continuação da fiscalização em ambientes de trabalho.