Eleições estaduais na Alemanha podem impactar governo de Merz

Neste domingo (20), eleitores em dois estados da Alemanha vão às urnas, em meio a um cenário desafiador para o chanceler Friedrich Merz, com a ultradireita e a extrema esquerda ganhando força.
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Neste domingo (20), os cidadãos alemães participam de eleições em duas regiões, onde o avanço da ultradireita e da extrema esquerda pode ter repercussões significativas no governo do chanceler Friedrich Merz.

Merz, que está à frente do governo há 16 meses, convocou uma reunião de emergência com líderes do seu partido, a CDU (centro-direita), para discutir os resultados das votações que acontecem em Berlim e na Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Aproximadamente quatro milhões de eleitores estão aptos a votar até às 18h00 (13h00 de Brasília) para eleger seus representantes nas duas áreas.

O chanceler cancelou uma viagem programada para a Assembleia Geral da ONU a fim de lidar com as possíveis consequências das eleições. Recentemente, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, obteve uma vitória sobre a CDU no estado da Saxônia-Anhalt, o que impactou negativamente os índices de aprovação de Merz, já que ele enfrenta dificuldades para implementar suas reformas econômicas e sociais em parceria com os social-democratas do SPD.

Pesquisas indicam que a AfD deve sair fortalecida das eleições, embora não tenha chances de governar em nenhum dos dois estados, ao contrário da Saxônia-Anhalt, onde quase alcançou a maioria absoluta. Merz recebeu apoio de governadores de oito estados, todos filiados à CDU, que enfatizaram a necessidade de “estabilidade, agora mais do que nunca”.

Nas eleições deste domingo, a CDU enfrenta contextos distintos nas duas regiões. Na Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o partido de Merz é apenas um observador na disputa entre o SPD, liderado pela popular Manuela Schwesig, e a AfD. Uma pesquisa da ZDF revelou que o SPD possui 37% de apoio, enquanto a AfD conta com 36%, e a CDU tem apenas 6%.

Em Berlim, a CDU se vê competindo diretamente com o Die Linke, de extrema esquerda, que promete medidas drásticas para resolver a crise habitacional e apresenta ampla aceitação popular. As pesquisas nacionais indicam que os índices de aprovação de Merz estão um pouco acima de 10%, o que é considerado um desafio significativo para sua administração.