Ataques ucranianos marcam o fechamento das eleições na Rússia

No último dia de votação, a Rússia enfrentou um ataque massivo de drones ucranianos, considerado uma tentativa de perturbar o processo eleitoral. O partido Rússia Unida, de Vladimir Putin, é esperado para sair vitorioso.
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Neste domingo (20), a Rússia experimentou um ataque em grande escala de drones provenientes da Ucrânia, com o governo local afirmando que isso visava perturbar as eleições parlamentares que se realizam no país. Esta votação é vista como um meio de fortalecer o controle do Kremlin após quatro anos e meio de conflitos Na Ucrânia.

A vitória do partido Rússia Unida, liderado pelo presidente Vladimir Putin, é amplamente considerada certa, uma vez que essa legenda tem triunfado em todas as eleições legislativas desde 2003. As demais siglas concorrentes, por sua vez, apoiam as políticas do governo e a ofensiva militar em território ucraniano. O único partido que se opunha à guerra, o Yabloko, foi excluído do pleito recentemente pelo Supremo Tribunal.

Essas eleições são as primeiras desde o início da campanha militar Na Ucrânia em 2022 e podem revelar a percepção da população russa sobre o atual conflito, que é o mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. O último dia de votação foi precedido, nas primeiras horas de domingo, por uma ofensiva ucraniana que utilizou mais de mil drones, resultando em danos a uma refinaria e a áreas residenciais, provocando incêndios.

Autoridades russas informaram que pelo menos duas pessoas faleceram e 20 ficaram feridas devido aos ataques. Um drone também colidiu com um ônibus na região de Kherson, controlada pela Rússia, resultando na morte de duas pessoas, incluindo uma funcionária da Comissão Eleitoral.

Na Ucrânia, um ataque aéreo russo na região de Kiev causou a morte de quatro indivíduos, entre eles três crianças, e danificou 31 imóveis, incluindo residências e instalações industriais. Além disso, ataques aéreos russos atingiram infraestruturas ferroviárias no centro da Ucrânia neste domingo.

Em Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin classificou o ataque a uma refinaria como “sem precedentes”, argumentando que teve como objetivo perturbar as eleições. Ele afirmou que “o inimigo não conseguiu” realizar seu intento, referindo-se ao abate de mais de 1.600 drones pela defesa.