No último sábado (19), as Forças Armadas dos Estados Unidos informaram ter realizado um ataque que resultou na morte de quatro ocupantes de uma embarcação suspeita de estar transportando drogas no Caribe.
O governo de Donald Trump, que assumiu em janeiro de 2025, implementou uma estratégia agressiva contra os cartéis de cocaína que atuam na região. O comando que supervisiona as operações militares americanas na área, conhecido como Southern Command (SOUTHCOM), confirmou a execução do ataque como parte de uma ofensiva contínua.
Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, o SOUTHCOM descreveu a operação como uma "ataque letal e cinético" contra uma embarcação rápida que navegava por rotas estabelecidas de tráfico de drogas. A inteligência obtida confirmou que a embarcação estava ativamente envolvida com atividades narcotraficantes.
O ataque gerou controvérsia, uma vez que mais de 200 pessoas já perderam a vida em várias ações no Pacífico oriental e no mar do Caribe, conforme levantamento da AFP. Apesar das declarações do governo Trump, não foram apresentadas evidências concretas que comprovem o envolvimento das embarcações atacadas com o tráfico de drogas.
Especialistas em direitos humanos e analistas jurídicos levantam preocupações sobre a legalidade dessas ações, sugerindo que os ataques possam ser considerados execuções extrajudiciais. Essa situação levanta questões sobre a abordagem do governo dos Estados Unidos em sua luta contra o narcotráfico na região do Caribe.