O programa Curitiba de Volta ao Centro, lançado pela Prefeitura no ano passado, criou uma série de benefícios e incentivos fiscais, econômicos e construtivos para estimular a recuperação de imóveis e movimentar novamente a região central da cidade.
Embora os três conceitos estejam relacionados à intervenção em edificações, reforma, retrofit e restauro têm objetivos distintos. A reforma busca reparar ou modificar espaços; o retrofit moderniza prédios antigos para adequá-los às necessidades atuais; enquanto o restauro tem como prioridade preservar as características originais de imóveis com valor histórico e cultural.
A reforma é a intervenção mais comum na construção civil. O trabalho pode envolver troca de revestimentos, atualização das instalações elétricas e hidráulicas, alterações no layout e adequações de ambientes. A finalidade é renovar a edificação sem necessariamente modificar sua função original.
Já o retrofit é utilizado principalmente na recuperação de construções antigas ou que apresentam desgaste decorrente do tempo. O processo permite atualizar sistemas elétricos e hidráulicos, estruturas, segurança, conforto e eficiência do imóvel, mantendo sua finalidade. A modernização também pode contribuir para a valorização da propriedade.
O restauro segue outra lógica. A intervenção é direcionada a imóveis de importância arquitetônica, histórica ou cultural, especialmente aqueles protegidos por tombamento. Nesse caso, a prioridade é preservar a autenticidade da construção, mantendo elementos, formas e características que fazem parte de sua identidade.
Por isso, o restauro exige cuidados específicos, com utilização de técnicas e materiais compatíveis com os originais. Alterações que possam descaracterizar a edificação devem ser evitadas, já que a preservação do patrimônio é o principal objetivo desse tipo de intervenção.
No Curitiba de Volta ao Centro, a Prefeitura reúne medidas para estimular essas diferentes formas de recuperação dos imóveis, além de ações voltadas à habitação popular e ao fortalecimento de comércio, serviços, lazer e cultura.
Segundo Tatiana Turra, coordenadora do programa, a iniciativa reúne diferentes secretarias municipais em torno da proposta de estimular a ocupação da região central. “É um programa que envolve várias secretarias, mas com um objetivo comum, que é o de trazer a população para o coração da cidade. Há uma relação afetiva do curitibano com o seu Centro e o projeto quer trazer uma nova onda de desenvolvimento para a região”, afirmou.
O programa prevê R$ 133 milhões em incentivos fiscais, incluindo medidas como redução, remissão e isenção de até 100% de impostos, conforme as regras estabelecidas para cada benefício.
Outra frente é um edital de subvenção de R$ 30 milhões, pelo qual o município prevê reembolsar até 50% do valor de obras de revitalização. A chamada recebeu 47 propostas, atualmente em fase de análise, que representam R$ 268 milhões em investimentos previstos.
A estratégia busca estimular a recuperação de prédios e imóveis que já fazem parte da estrutura urbana do Centro, combinando preservação do patrimônio, modernização das edificações e novos usos para os espaços. A expectativa é ampliar a circulação de moradores e visitantes e contribuir para a retomada econômica da região.
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Fonte:Paraná Jornal