Novo Parlamento sírio é formado após a queda do regime Assad

O primeiro Parlamento da Síria na era pós-Assad é constituído por 210 membros, com a posse marcada para a próxima segunda-feira. A nova estrutura legislativa busca elaborar leis que ajudem o país a se recuperar após anos de conflito.
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Na quarta-feira (1), iniciou-se a formação do primeiro Parlamento da Síria após a queda do regime de Bashar al-Assad. O presidente interino, Ahmed al-Sharaa, anunciou a seleção de 70 parlamentares, que se juntam aos 140 escolhidos em eleições realizadas nos últimos oito meses. Ao todo, o Parlamento será composto por 210 membros, e a primeira sessão está agendada para a próxima segunda-feira (5), quando os parlamentares tomarão posse.

Dentre os 70 novos parlamentares selecionados por al-Sharaa, 15 são mulheres, elevando o total de representantes femininas no Legislativo para 22. A instalação do Parlamento sinaliza um avanço na elaboração de novas leis, em meio ao esforço do país para se recuperar de cinco décadas sob o domínio da família Assad e de um conflito que resultou na morte de aproximadamente meio milhão de pessoas.

As eleições parlamentares na Síria começaram em outubro, mas a província de Sweida, dominada por milícias drusas que se opõem ao governo central, foi excluída do processo. A votação na região nordeste do país ocorreu em maio, após as forças governamentais retomarem o controle durante confrontos intensos no início deste ano. Embora não haja uma data definida para a votação em Sweida, dois representantes da região drusa foram incluídos na lista anunciada por al-Sharaa.

O novo Parlamento terá um mandato de 30 meses e será responsável por elaborar uma nova lei eleitoral, preparando assim o caminho para o próximo pleito. A Síria ficou sem um Parlamento desde a ofensiva de dezembro de 2024, quando insurgentes, liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham, derrubaram a dinastia Assad, que governava o país há cinco décadas.