Diarista é presa em BH por assassinato de idosos e suspeita de furto prévio

Paola Stefany Neto Cirino, presa por matar um casal de idosos em Belo Horizonte, também é investigada por ter dopado e furtado um primo das vítimas. A Polícia Civil encontrou indícios de que ela teria agido de forma premeditada.
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Paola Stefany Neto Cirino foi detida na madrugada de quinta-feira (2) sob suspeita de ter assassinado a facadas um casal de idosos em Belo Horizonte. Além do crime, ela é investigada por ter dopado e furtado um primo das vítimas, que a havia indicado para trabalhar na casa do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Os corpos do casal foram encontrados na tarde de terça-feira (30) em seu apartamento na capital mineira.

De acordo com o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), o primo das vítimas relatou que, em junho, foi a um bar com Paola para assistir a um jogo. Após retornar do banheiro, ele começou a se sentir mal e, em seguida, percebeu que R$ 800 haviam desaparecido. O homem confiava na diarista e acreditava que havia perdido a carteira. No entanto, após a morte do casal, ele começou a suspeitar da relação dela com o caso e decidiu informar a polícia.

A investigação da Polícia Civil revelou que exames toxicológicos realizados em Cláudio e Maria Clotilde encontraram a presença de um medicamento ansiolítico em seus organismos. Esse tipo de remédio atua no sistema nervoso central, proporcionando um efeito calmante que, em altas doses, pode causar sedação intensa. Barletta afirmou que Paola admitiu ter adicionado o medicamento às bebidas das vítimas antes de cometer o assassinato.

Após sua prisão, Paola alegou não ter planejado o crime e mencionou ter sofrido um "surto psicótico". No entanto, ao ser formalmente indiciada, ela optou por permanecer em silêncio, seguindo a orientação de sua defesa. A diarista havia ido pela primeira vez ao apartamento de Cláudio e Maria Clotilde no dia do crime, após ser indicada pelo primo deles.

A Polícia Civil investiga ainda a dinâmica do crime, que, Segundo Barletta, ocorreu entre 12h30 e 15h de terça-feira. Paola chegou ao apartamento por volta das 7h30 e foi autorizada a entrar. O filho do casal fez contato com o pai às 9h30, e Cláudio atendeu normalmente. Às 12h, ele atendeu novamente o telefone.

O corpo de Cláudio foi encontrado com 17 facadas, enquanto o de Maria Clotilde apresentava sete. Além do homicídio, Paola é acusada de ter roubado relógios, joias e outros objetos de valor das vítimas, que foram vendidos posteriormente no centro de Belo Horizonte. Informações indicam que, antes de deixar o apartamento, a suspeita tomou banho e trocou de roupas.