A Polícia Civil de Limeira, localizada no interior de São Paulo, indiciou três indivíduos envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que caiu de uma ponte durante a prática de rope jump no sábado, 13. O relatório final, assinado pela delegada Andréa Dantas Levy, aponta Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves como responsáveis pelo homicídio com dolo eventual, além de qualificação prevista no artigo 121, parágrafo 2º, inciso 4º, que se refere ao uso de meio que dificultou a defesa da vítima.
O documento, que possui quase 100 páginas, detalha que Maria Eduarda foi exposta a uma situação de vulnerabilidade ao ser lançada no vazio sem a devida fixação do equipamento de segurança. A delegada afirmou que a vítima confiava plenamente nos responsáveis pela atividade, o que caracterizou a utilização de recurso que impossibilitou sua defesa, coexistindo com o dolo eventual.
Além do indiciamento, a delegada informou que um inquérito adicional está em andamento para investigar a possível participação de outras pessoas na dinâmica que levou à morte de Maria Eduarda. No último sábado, 20, a Polícia Civil prendeu temporariamente mais três indivíduos: Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Silva e Martins estão sendo investigados por suposta fraude processual, enquanto Evelyne é apontada como a principal responsável pelo evento.
Durante a atividade, os participantes tinham a opção de pagar 110 reais a mais para registrar o salto com uma câmera acoplada, totalizando até 290 reais por salto. A análise policial revelou que Maria Eduarda estava com uma câmera no momento do incidente. Os instrutores alegaram que a situação foi uma “fatalidade”, defendendo que nunca havia ocorrido um acidente fatal na modalidade, e Egoroff expressou sua perplexidade diante do ocorrido.
Um vídeo gravado por outros participantes do evento contribuiu para as investigações, mostrando momentos após o lançamento, quando alguém grita sobre a falta da corda. A jovem recebeu os primeiros socorros de pessoas que estavam presentes, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Ao chegar à Ponte do Esqueleto, o noivo de Maria Eduarda passou mal e necessitou de atendimento médico.
Maria Eduarda era residente de Jandira, na Grande São Paulo, formada em Educação Física e Gestão Esportiva. Ela era ativa nas redes sociais, onde compartilhava momentos de sua rotina e interesses relacionados à natureza e ao bem-estar.