João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, um dos suspeitos envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), negou as acusações de ter retirado a câmera acoplada ao corpo da jovem após a queda. A declaração foi feita em uma carta divulgada pelos advogados de defesa, Vitor Aurélio e Ana Flavia de Almeida Foguel. O suspeito foi preso no último fim de semana em decorrência do incidente.
Conforme o relatório da Polícia Civil e do Ministério Público, João Antonio teria se aproximado do corpo de Maria Eduarda e retirado a câmera, mas ele refutou essa versão. Em seu depoimento e na carta, afirmou que apenas se aproximou da vítima para verificar seus batimentos cardíacos. Outras cinco pessoas também estão detidas em conexão com o caso. A câmera, que ainda não foi recuperada, é considerada um elemento crucial para a reconstituição dos eventos e para a coleta de provas.
Na carta, o suspeito relatou que permaneceu na parte inferior da ponte durante o salto e que sua função era apenas liberar a corda para que as pessoas pudessem subir. Ele afirmou que estava ajudando outro cliente no momento em que ouviu o barulho da queda e correu até Maria Eduarda. João Antonio mencionou que, ao verificar a jovem, notou que ela ainda apresentava sinais vitais e solicitou ajuda através de um rádio.
O suspeito descreveu uma segunda tentativa de chamar auxílio, até que um colega desceu de rapel para prestar socorro. Ele não observou as ações do colega, pois estava focado em sinalizar o local. Em sua carta, João Antonio mencionou três indivíduos que poderiam ter levado a câmera para cima da ponte, alegando que um deles desceu rapidamente, outro estava na parte inferior e um terceiro pediu para que ele subisse.
O inquérito está em andamento, e a investigação busca esclarecer a participação de mais cinco pessoas no incidente. Três delas, sendo uma mulher e dois homens, tiveram a prisão temporária decretada e executada em 20 de outubro. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos e identificar outros possíveis envolvidos.
Maria Eduarda morreu em 13 de outubro, um sábado, após realizar um salto da Ponte do Esqueleto, uma estrutura ferroviária abandonada na zona rural de Limeira. De acordo com a Polícia Civil, a jovem deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava devidamente instalada no momento do salto. A queda ocorreu de uma altura de 40 metros, e o evento foi gravado em vídeo, que posteriormente circulou nas redes sociais.