STF inicia apreciação sobre prisão preventiva de ex-presidente do BRB

A Segunda Turma do STF deu início ao julgamento da prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, investigado por corrupção no Banco Master. O relator da ação é o ministro André Mendonça, e os votos poderão ser dados até a noite de sexta-feira.
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nesta quarta-feira, 22, a decisão do ministro André Mendonça, que é relator do caso envolvendo o Banco Master. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é alvo de investigações por suposto envolvimento em um esquema de corrupção ligado ao banco de Daniel Vorcaro.

O julgamento está sendo realizado em um plenário virtual, onde os ministros poderão registrar seus votos a partir das 11h. A votação se estenderá até as 23h59 de sexta-feira, 24. O primeiro a votar será o relator, André Mendonça. A Segunda Turma é composta ainda pelos ministros Luiz Fux, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que já se declarou suspeito para participar do julgamento por motivos de “foro íntimo”.

Inicialmente, Dias Toffoli era o relator do caso Master, mas deixou a função após a Polícia Federal apresentar evidências que indicavam relações financeiras entre ele e o banco, além de mensagens trocadas com Vorcaro. Após a prisão de Vorcaro, determinada por Mendonça no dia 4 de março, Toffoli oficializou sua suspeição.

Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril, em sua residência em Brasília, durante a quarta fase da Operação Compliance. Ele se encontra atualmente no Complexo Penitenciário da Papuda. A prisão foi motivada por informações da Polícia Federal que indicavam que Costa teria recebido seis imóveis de alto padrão, avaliados em cerca de R$ 140 milhões, como propina para facilitar a compra de ativos do Banco Master pelo BRB.

Além de Costa, Daniel Monteiro, advogado relacionado a Vorcaro, também foi preso e é considerado um intermediário nas transações entre Costa e uma corretora de imóveis. Ambos estão sob investigação por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, infrações financeiras e participação em organização criminosa.