R$ 28 bilhões da merenda escolar estão sem prestação de contas, aponta TCU

O Tribunal de Contas da União revelou que R$ 28 bilhões do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estão sem análise de contas. Mais de 45 mil prestações pendentes dificultam a fiscalização e a responsabilização de gestores.
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O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou um acúmulo de cerca de R$ 28 bilhões em recursos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que estão sem a devida análise de prestação de contas. Essa informação foi obtida a partir de uma auditoria que identificou falhas no controle da aplicação dos valores em todo o Brasil.

O levantamento apontou que mais de 45 mil prestações de contas continuam pendentes de análise no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável por monitorar os repasses da União a estados e municípios. Esse montante represado abrange exercícios de anos variados e compromete a verificação do uso correto dos recursos públicos.

A falta de análise das contas impede a conclusão dos processos administrativos, o que dificulta a identificação de possíveis irregularidades na execução do programa. O TCU alertou que esse acúmulo pode ainda afetar a responsabilização de gestores e a recuperação de valores em casos de uso indevido.

De acordo com o tribunal, as limitações operacionais do FNDE, diante do elevado volume de prestações de contas recebidas anualmente, são um fator que contribui para o acúmulo. A estrutura atual não tem se mostrado suficiente para garantir que as análises sejam feitas dentro dos prazos estabelecidos.

Esse cenário resulta na formação de um passivo histórico que se expande ao longo dos anos, dificultando a gestão do PNAE. Especialistas do TCU afirmam que essa situação impacta diretamente a eficiência do controle público e a transparência na aplicação dos recursos.

O PNAE é uma política pública fundamental para a educação básica, atendendo milhões de estudantes em todo o país. O programa movimenta bilhões de reais anualmente e é essencial para garantir a segurança alimentar dos alunos da rede pública.