O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, declarou nesta sexta-feira, 24, que a cidade não deverá realizar um megashow gratuito com artista internacional na avenida Paulista em 2026, conforme era sua intenção inicial. Em uma entrevista à rádio Bandeirantes, Nunes criticou a atuação de "indivíduos com questões pessoais" no Ministério Público (MP) e no Judiciário, que, segundo ele, têm dificultado a concretização do evento.
Desde 2007, a legislação limita a ocorrência de eventos na Paulista a apenas três por ano: a Parada LGBT, a Corrida de São Silvestre e as festividades de Réveillon. A gestão de Nunes tinha a proposta de negociar com o MP para aumentar esse número, permitindo até seis eventos anuais, com a expectativa de realizar dois megashows gratuitos a partir do segundo semestre de 2026.
Em fevereiro, a prefeitura assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP, mas em junho, apresentou um pedido de embargos de declaração sobre o acordo, questionando algumas cláusulas, como a exigência de que os eventos não utilizem recursos municipais. Este pedido ainda está pendente de análise pelo Conselho Superior do MP.
Nunes manifestou sua insatisfação com o processo, afirmando que a morosidade nas decisões legais dificulta a negociação com artistas. Ele mencionou que a prefeitura tinha interesse em atrair grandes nomes, como U2 e Coldplay, para o evento, mas a falta de definição está prejudicando esses planos. "Não consigo fazer um negócio para atrair emprego, para gerar renda, porque eles ficam postergando", lamentou o prefeito em sua fala.
O prefeito destacou o potencial que um grande evento poderia ter para a cidade, ressaltando a importância de projetar São Paulo para o mundo e gerar empregos e renda. Ele fez uma comparação com o evento "Todo Mundo no Rio", promovido pela gestão de Eduardo Paes no Rio de Janeiro, que teve megashows gratuitos com artistas como Madonna e Lady Gaga em 2024, 2025 e 2026, atraindo turistas e gerando movimentação econômica significativa.
A situação atual, , se reflete em uma oportunidade perdida para São Paulo, que poderia ter se beneficiado economicamente com a realização de um megashow. O prefeito enfatizou que a continuidade da insegurança jurídica está comprometendo a capacidade da prefeitura de realizar eventos que poderiam impulsionar a economia local.