Polícia Federal realiza operação e resgata mulheres paraguaias em Foz do Iguaçu

Na Operação Falsa Promessa, a Polícia Federal resgatou oito mulheres paraguaias e prendeu a proprietária de uma boate acusada de exploração sexual. A ação ocorreu em Santa Helena e Entre Rios do Oeste.
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A Polícia Federal desencadeou na última sexta-feira, 29, a segunda fase da Operação Falsa Promessa, na qual foram resgatadas oito mulheres de nacionalidade paraguaia em Santa Helena e Entre Rios do Oeste. Durante a ação, a PF deteve a dona de uma boate, identificada como uma das principais responsáveis pela exploração sexual das vítimas. Além disso, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na operação.

Durante a operação, as autoridades encontraram com as mulheres três crianças, incluindo uma bebê de colo. As investigações levaram à interdição cautelar de três estabelecimentos comerciais localizados no distrito de São Clemente, em Santa Helena, e em Entre Rios do Oeste.

A mulher presa foi encaminhada à Delegacia de Polícia Federal em Foz do Iguaçu após ser detida na Delegacia da Polícia Civil de Santa Helena. A operação é uma continuidade das investigações sobre o tráfico internacional de mulheres para exploração sexual, rufianismo e manutenção de casa de prostituição, além da redução à condição análoga à de escravidão.

De acordo com a PF, o grupo criminoso atuava aliciando mulheres estrangeiras em situação de vulnerabilidade, especialmente paraguaias e argentinas. As vítimas eram atraídas com falsas promessas de emprego e, ao chegarem ao Brasil, se viam submetidas a dívidas fraudulentas e restrições severas à sua liberdade, além da retenção de documentos.

A investigação também revelou indícios de apropriação de valores obtidos com encontros sexuais, assim como a retenção de documentos de identidade, incluindo de uma criança. A segunda fase da operação foi deflagrada após a identificação de que as vítimas estavam sendo transferidas entre os estabelecimentos investigados, dificultando o seu resgate.

Dentre as mulheres resgatadas, quatro optaram por permanecer no Brasil para participar de um programa de acolhimento, enquanto as demais decidiram retornar ao Paraguai, com o suporte do consulado paraguaio em Foz do Iguaçu.