Gleisi defende novo traçado na Serra da Esperança e retirada de trilhos em Curitiba

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Gleisi saiu em defesa da retirada dos trilhos de trem da área urbana de Curitiba e de outros municípios que enfrentam o mesmo problema –

A deputada federal e candidata ao Senado Gleisi Hoffmann defendeu nesta segunda-feira (27), na audiência pública realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em Curitiba para tratar da concessão da Malha Sul, a inclusão de quatro prioridades do Paraná no edital.

Gleisi saiu em defesa da retirada dos trilhos de trem da área urbana de Curitiba e de outros municípios que enfrentam o mesmo problema; de um novo traçado para o trecho da Serra da Esperança, entre Guarapuava e Lapa; da ampliação dos pátios de manobra e de um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para uma nova ligação entre Cascavel e Guaíra.

Segundo Gleisi, o debate sobre a Malha Sul é fundamental para o futuro do Paraná. “Temos que incluir a retirada dos trilhos de trem da área urbana de Curitiba. Esta é a nossa grande oportunidade. A população e o setor produtivo esperam esta mudança há muitos anos. Junto com o prefeito Eduardo Pimentel, nos reunimos há alguns dias com o ministro dos Transportes, e ele afirmou que tem o compromisso de colocar no projeto o Contorno Ferroviário de Curitiba”, anunciou Gleisi.

Ela afirmou que cidades como São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Apucarana, Guarapuava e Sarandi enfrentam a mesma situação e precisam retirar os trilhos de trem da área urbana. “É o momento de colocarmos para a ANTT todas as preocupações e demandas que nós temos, para que esta concessão dê certo, porque serão mais 30 anos de concessão”, alertou.

Outra prioridade defendida pela candidata foi o novo traçado na Serra da Esperança, entre Guarapuava e Lapa. “Já temos o compromisso do Ministério dos Transportes de incluir este trecho na licitação. Se isso não for viabilizado agora, continua todo o gargalo que acaba impactando Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. As demandas do Paraná, como a ampliação dos pátios de manobra, precisam ser viabilizadas por conta do volume de produção que temos no nosso estado”, afirmou Gleisi.

A modelagem prevê contratos de 30 anos e R$ 14,4 bilhões em investimentos nos três corredores. Desse total, R$ 6,9 bilhões correspondem ao Corredor Paraná–Santa Catarina, que concentra 78% da carga movimentada na Malha Sul, segundo a ANTT.

“É um modelo muito interessante que está sendo discutido pela ANTT, tem o subsídio cruzado, que não somos contra, mas quero reforçar que o Paraná é responsável por 80% da produção que trafega nesta ferrovia. Então precisamos que os investimentos sejam feitos antes no Paraná, onde a gente tem gargalos e que precisamos destes investimentos”, defendeu.

Gleisi mencionou também a perspectiva de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento dos investimentos ferroviários. Segundo a deputada, foi apresentada a possibilidade de prazo de 40 anos para pagamento, com carência durante o período dos investimentos.

As próximas audiências públicas da ANTT para debater o projeto da Malha Sul serão realizadas em Porto Alegre, em 29 de julho; e Florianópolis, em 31 de julho.

Com informações de assessoria de imprensa. 



Fonte:A Rede PG