Nesta quarta-feira (12), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez uma recomendação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam mantidas as restrições nas visitas familiares a Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
Em 13 de julho, o ministro Alexandre de Moraes tomou a decisão de suspender as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por um período de 90 dias, após o senador ter divulgado uma carta de Jair solicitando votos para sua candidatura. Essa medida foi uma resposta às circunstâncias políticas envolvidas.
Além disso, quatro dias após a suspensão, Moraes determinou que, até o final das eleições de 2026, qualquer visita com finalidade política ou eleitoral ao ex-presidente seria proibida. Essa decisão visa evitar a utilização de visitas familiares para fins de campanha eleitoral.
A defesa de Jair Bolsonaro, em resposta às decisões de Moraes, pleiteou a retomada das visitas de Flávio, argumentando a importância de preservar os vínculos familiares e a relação profissional entre pai e filho. A situação reflete a complexidade do contexto político e judicial em que os envolvidos se encontram, com a PGR atuando para garantir a aplicação das normas estabelecidas pelo STF.