Ozivy: a primeira caneta emagrecedora brasileira é aprovada pela Anvisa

A Ozivy, caneta emagrecedora à base de semaglutida, foi aprovada pela Anvisa e deve chegar ao mercado em até três meses com preço estimado em R$1.039.
Foto: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nesta terça
Foto: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nesta terça

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta terça-feira (26), a aprovação da Ozivy, primeira caneta emagrecedora desenvolvida no Brasil, que utiliza semaglutida sintética como princípio ativo. Este medicamento, embora tenha o mesmo composto do Ozempic, que teve sua patente expirada em 20 de março deste ano, não é classificado como genérico, mas sim como um novo medicamento, sendo uma solução injetável que se apresenta como um análogo sintético de produto biológico.

A Ozivy será disponibilizada em uma caneta preenchida para uso semanal e, diferentemente do Ozempic, deve ser mantida em refrigeração tanto antes quanto após o início do tratamento. O uso da caneta é indicado para adultos diagnosticados com diabetes tipo 2, devendo ser associado a uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos.

Com a aprovação da Anvisa, a EMS, responsável pela produção do medicamento, informou que a Ozivy deve estar disponível nas prateleiras em um período de dois a três meses, ou seja, até agosto de 2023. Quanto ao preço, ainda não há uma confirmação oficial, mas a expectativa é que o custo inicial seja 30% inferior ao do Ozempic. Assim, considerando que o valor do Ozempic é de R$1.300, a caneta emagrecedora brasileira poderá ser vendida por aproximadamente R$1.039.

A semaglutida é o componente ativo também presente no Ozempic, que é conhecido por proporcionar uma perda de peso de até 15% do total corporal. Por outro lado, o medicamento Mounjaro, que contém tizerpatida, promete uma redução de peso ainda maior, alcançando até 22,5%.

Para que a Ozivy possa ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), será necessário que o medicamento passe pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e obtenha a aprovação do Ministério da Saúde. É importante destacar que nem todos os medicamentos que recebem registro na Anvisa são automaticamente avaliados ou incorporados ao SUS.