Na análise das mensagens, os investigadores encontraram uma transferência de R$ 100 mil feita por DIOGO Lima em favor do jornalista, embora o valor tenha sido destinado à conta de Danilo CUTRIM Bezerra. Segundo a PF, esta quantia seria parte do pagamento por um imóvel rural pertencente a Danilo CUTRIM e adquirido por Luís PABLO.
O relatório afirma que as mensagens poderiam inicialmente ser vistas como uma simples troca de informações, mas evoluíram para um pagamento de R$ 100.000,00 a Luís PABLO, envolvendo um contato registrado como Danilo Veterinário, que refere-se a Danilo CUTRIM Bezerra. A transferência bancária foi feita usando a conta de Danilo CUTRIM como recebedor.
Luís PABLO, em declaração à Gazeta do Povo, alegou ter contraído um empréstimo de R$ 100 mil de um amigo e que já quitou o débito. Contudo, a PF levantou suspeitas sobre a natureza da operação financeira e sua relação com os investigados.
O relatório também menciona que o pagamento poderia ser interpretado como uma tentativa de influenciar negativamente a imagem de uma autoridade ou grupo político, o que levanta questões sobre a legitimidade do uso de um veículo que se apresenta como jornalístico.
Na decisão que autorizou as buscas, Moraes argumentou que CUTRIM e DIOGO DINIZ Lima atuaram em conjunto com Luís PABLO para atacar a liberdade individual do ministro do STF, utilizando informações sensíveis e evidências de vigilância e monitoramento do veículo utilizado por FLÁVIO Dino, caracterizando, assim, uma conduta de perseguição.