O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta terça-feira (11) que, em julho, ocorreu uma troca secreta de aeronave durante sua visita à Turquia. A decisão foi tomada pelo Serviço Secreto americano após uma cúpula da Otan em Ancara, em resposta a uma ameaça de assassinato atribuída ao Irã, conforme divulgado pelo jornal The Washington Post. Na ocasião, Trump foi transferido do Air Force One para um avião militar C-32A, que foi transportado disfarçado em um caminhão de serviço de bordo do aeroporto.
Trump afirmou que a aeronave na qual ele viajou era ainda mais suscetível a ataques do que o Air Force One. Durante uma coletiva na Base Conjunta Andrews, o presidente declarou: “Na verdade, acho que o avião em que eu voei corria maior risco. Acho que corria maior risco porque esse seria o avião que eles teriam maior probabilidade de atacar”.
A troca de aeronaves não foi comunicada publicamente na época, e a Casa Branca chegou a informar que Trump ainda estava a bordo do Air Force One a caminho do Reino Unido. O avião utilizado durante a cúpula era uma nova aeronave, reformada e doada pelo Catar, que realizou sua primeira viagem internacional com o presidente.
Jornalistas e membros da comitiva da Casa Branca acreditavam que Trump permanecia no Air Force One durante toda a viagem. O presidente destacou que seguiu as instruções do Serviço Secreto e das Forças Armadas, afirmando: “Acho que havia uma ameaça. Não perguntei muito a respeito. Recebo muitas ameaças”.
A situação gerou críticas, especialmente do líder democrata no Senado americano, Chuck Schumer, que pediu ao Congresso para ser informado imediatamente sobre eventos desse tipo no futuro, ressaltando a importância da transparência em questões de segurança presidencial.