Uma força-tarefa foi mobilizada para intensificar o combate a postos de combustíveis clandestinos que estariam ligados ao crime organizado. A operação, denominada Bomba Oculta, é um desdobramento da iniciativa Carbono Oculto e teve como foco o fechamento de estabelecimentos que, segundo as autoridades, eram utilizados para movimentar dinheiro ilícito, sonegar impostos e lavar recursos oriundos de atividades criminosas.
Durante a operação, um total de 1.283 postos de combustíveis foram lacrados em todo o país. Além disso, quase 1,3 mil CNPJs foram cancelados, e 228 inscrições estaduais foram consideradas inaptas, indicando um esforço significativo para desmantelar essa rede de irregularidades.
A ação foi coordenada por uma colaboração entre a Receita Federal do Brasil, a Secretaria da Fazenda de São Paulo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Procuradoria-Geral do Estado, a Fazenda Nacional e a Polícia Civil. Esse esforço conjunto demonstra a seriedade com que as autoridades estão tratando o problema da clandestinidade no setor de combustíveis.
A operação Bomba Oculta se destaca em um momento em que a fiscalização sobre o setor de combustíveis é cada vez mais necessária, dada a complexidade das práticas ilegais que envolvem tanto a sonegação de impostos quanto a lavagem de dinheiro. As autoridades afirmam que a continuidade desse tipo de operação é essencial para garantir a integridade do mercado e a justiça fiscal.
As informações sobre a operação foram divulgadas após a finalização das ações de campo, evidenciando o comprometimento das entidades envolvidas em combater práticas que prejudicam não apenas a arrecadação de tributos, mas também a concorrência leal entre os postos de combustíveis. A expectativa é que as ações de fiscalização sejam ampliadas para evitar novas irregularidades e proporcionar um ambiente mais seguro e transparente para os consumidores.