Mutirão em Capitão Leônidas Marques retira 136 quilos de lixo do lago do Baixo Iguaçu

Ação de limpeza no lago do Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques, removeu 136,3 quilos de lixo em um mutirão com 200 pescadores no último sábado.
Foto: Governo do Paraná
Foto: Governo do Paraná

O Instituto Água e Terra (IAT) anunciou nesta segunda-feira (13) que um mutirão de limpeza realizado no lago do Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques, resultou na retirada de 136,3 quilos de resíduos sólidos. A ação ocorreu no último sábado (11) e foi realizada em parceria com a Associação dos Pescadores do Iguaçu, que reúne membros de Capanema, Realeza e Capitão Leônidas Marques.

Com a participação de mais de 200 pescadores, a iniciativa organizou 14 equipes que utilizaram diferentes barcos para coletar o lixo. Os grupos que se destacaram na coleta foram premiados com valores de R$ 600, R$ 500 e R$ 300, recursos provenientes do caixa da associação.

Após a coleta, os materiais foram enviados a uma cooperativa de reciclagem, que será responsável pela separação e destinação adequada dos resíduos. Marlise Cruz, chefe do escritório regional do IAT de Cascavel, destacou que o acúmulo de lixo nas margens do lago leva à poluição da água, especialmente em períodos de cheia.

Além da retirada de lixo, o mutirão também incluiu ações educativas para enfatizar a importância da preservação do lago. A poluição da água impacta diretamente a quantidade de peixes, prejudicando a pesca na região. Marlise enfatizou a intenção de realizar mais eventos dessa natureza para aumentar a conscientização da população sobre a questão.

No Paraná, o descarte irregular de lixo em ambientes aquáticos é considerado crime ambiental, acarretando sérias consequências para a biodiversidade e a qualidade da água. Infratores sujeitos a fiscalização por parte do IAT e do Batalhão de Polícia Ambiental podem enfrentar multas e até detenção, conforme estipulado pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Denúncias sobre o descarte irregular podem ser feitas através da ouvidoria do Instituto, dos escritórios regionais ou pelo Disque Denúncia 181.