Muito antes de viralizar: como JMSN construiu uma carreira independente por mais de uma década

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Muito antes de conquistar milhões de ouvintes nas plataformas digitais, JMSN já havia construído uma trajetória marcada pela independência artística. Cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista, o norte-americano passou mais de uma década desenvolvendo sua própria sonoridade, longe das fórmulas tradicionais da indústria musical. Agora, com cerca de 5,6 milhões de ouvintes mensais no Spotify e uma turnê internacional que ultrapassou 100 apresentações, o músico chega pela primeira vez a Curitiba. O show acontece no dia 11 de novembro, no Teatro Fernanda Montenegro.

 

O atual momento de popularidade tem como um dos principais responsáveis o álbum Soft Spot, lançado em 2023. Diferentemente de trabalhos que concentram sua repercussão nos primeiros meses, o disco continuou conquistando novos públicos ao longo dos anos. Faixas como “Soft Spot”, “Love Me” e “Cherry Pop” ganharam força nas plataformas digitais e redes sociais em momentos distintos, ampliando o alcance do artista e apresentando seu repertório a uma nova geração de ouvintes.

 

Mas a história de JMSN começou muito antes desse reconhecimento. Nascido em Detroit, Christian Berishaj demonstrou interesse pela música ainda jovem e começou a desenvolver suas habilidades como instrumentista, compositor e produtor. Depois de experiências em diferentes projetos musicais, passou a investir em uma carreira solo que lhe permitisse explorar livremente suas referências e assumir o controle criativo de suas produções.

 

Em 2012, lançou Priscilla, seu primeiro álbum sob o nome JMSN. O trabalho apresentou uma sonoridade que misturava R&B alternativo, soul e elementos eletrônicos, estabelecendo as bases de uma identidade musical que seria aprofundada nos anos seguintes. O disco também marcou o início de uma trajetória na qual a autonomia artística se tornaria tão importante quanto as próprias composições.

 

Essa postura aproximou JMSN da cultura DIY, sigla para do it yourself, ou “faça você mesmo”. Na música, o conceito está relacionado à produção independente e à possibilidade de artistas assumirem diferentes etapas de seus projetos, sem depender exclusivamente das estruturas tradicionais de grandes gravadoras. No caso de JMSN, isso se traduz em uma participação direta na composição, nos arranjos, na produção musical e na construção estética de seus lançamentos.

 

Ao longo dos anos, essa liberdade permitiu que o músico transitasse por diferentes sonoridades. Álbuns como JMSN (2014), It Is. (2016), Whatever Makes U Happy (2017), Velvet (2018) e Heals Me (2021) mostram uma evolução que incorpora influências do soul clássico, funk, jazz e R&B contemporâneo. Em vez de seguir tendências específicas, JMSN desenvolveu um repertório reconhecido pela combinação de vocais expressivos, instrumentação elaborada e produções autorais.

 

A independência, no entanto, não significou isolamento. Ao longo da carreira, o músico estabeleceu conexões com nomes importantes do hip-hop e do R&B internacional, incluindo Kendrick Lamar, Mac Miller, Ab-Soul, KAYTRANADA e Freddie Gibbs. Essas aproximações ajudaram a ampliar sua presença no cenário musical, ao mesmo tempo em que ele preservava sua identidade como artista solo.

 

Entre os trabalhos de maior projeção está sua participação em To Pimp a Butterfly, álbum de Kendrick Lamar lançado em 2015. A obra, reconhecida pela mistura de hip-hop, jazz, funk e soul, representa um dos encontros entre a sonoridade de JMSN e a de artistas que ajudaram a redefinir a música contemporânea.

 

O reconhecimento que chegou com o tempo

 

Mais de dez anos depois do lançamento de Priscilla, o sucesso de Soft Spot demonstra como uma carreira independente pode encontrar novos caminhos de crescimento. O álbum de 2023 ganhou repercussão prolongada, impulsionado pela circulação de suas músicas nas plataformas digitais e pelo interesse de públicos que passaram a descobrir também os trabalhos anteriores do artista.

 

O fenômeno reforça uma característica da atual indústria musical: o sucesso de uma canção não está necessariamente limitado à época de seu lançamento. No caso de JMSN, músicas que já integravam seu repertório encontraram novas audiências, contribuindo para transformar anos de produção independente em uma fase de maior reconhecimento internacional.

 

Esse crescimento também chegou aos palcos. A turnê de Soft Spot ultrapassou a marca de 100 shows pelo mundo, consolidando a presença de JMSN em diferentes mercados. Conhecido pela intensidade de suas apresentações, o artista leva para o palco uma combinação de interpretação vocal, instrumentação e arranjos que evidenciam sua formação como músico e produtor.

 

A passagem pelo Brasil inclui três apresentações em novembro. Curitiba será a primeira cidade a receber JMSN, no dia 11, no Teatro Fernanda Montenegro. Na sequência, o cantor se apresenta no Rio de Janeiro, no dia 13, e em São Paulo, no dia 14.

 

Para o público curitibano, o show será a oportunidade de conhecer ao vivo um artista que levou mais de uma década para alcançar sua atual dimensão nas plataformas, sem abandonar a independência criativa que marcou o início de sua carreira. 

 

A apresentação de JMSN em Curitiba acontece no dia 11 de novembro, no Teatro Fernanda Montenegro (R. Cel. Dulcídio, 517 – Batel). Os ingressos estão disponíveis via plataforma Meaple: https://meaple.com.br/goat/jmsn-em-curitiba. Para mais informações, acesse os perfis oficiais das produtoras do evento no Instagram: @planetabrasilentretenimento e @goat_entertainment_.