A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) divulgou um estudo que revela que o comércio e as micro e pequenas empresas serão as mais afetadas pelo fim da escala 6×1 no mercado de trabalho. A pesquisa aponta que a transição para modelos como o 5×2 ou 4×3 poderá gerar impactos desiguais, especialmente no setor formal do Paraná.
De acordo com o levantamento, o comércio, que conta com muitas empresas registradas no Simples Nacional, enfrentará dificuldades significativas para se adaptar às novas regras trabalhistas. A Faciap destaca que discutir a jornada de trabalho sem considerar a diversidade do mercado ignora as particularidades que influenciam o custo e a viabilidade de reorganização das escalas.
O comércio no Paraná é um dos principais responsáveis por geração de empregos. Em 2025, foram criados 14.401 empregos formais no segmento, que possui 763.474 vínculos no estado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
O estudo também enfatiza que as micro e pequenas empresas, por serem mais vulneráveis, devem ser incluídas em discussões sobre mudanças trabalhistas. A análise conclui que a reforma da jornada afetará principalmente essas empresas, que são fundamentais para a dinâmica de contratações no estado.