O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, provocou inquietação entre integrantes do PT ao decidir modificar sua equipe de defesa. Essa alteração ocorre em um momento delicado, com investigações sobre o caso Master, que apura supostos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, em andamento desde o final de 2025.
A mudança na defesa foi noticiada pela coluna de Manoela Alcântara, que destacou que Lima está agora assistido por dois novos advogados, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que deixaram o caso na última terça-feira (4/8). Assessores e parlamentares do PT notaram a movimentação com preocupação, uma vez que Lima possui ao menos 74 ligações com o senador Jaques Wagner (PT-BA), reveladas pela Polícia Federal.
Os advogados que permaneceram na defesa de Augusto Lima, Sebastián Mello e Eduardo Toledo, emitiram uma nota esclarecendo que a troca de assessores jurídicos não altera a estratégia de defesa do empresário. Na declaração, afirmaram que “a destituição do escritório Figueiredo e Velloso não muda em absolutamente nada a estratégia” e reafirmaram a confiança na inocência de Lima.
Augusto Lima estava sob silêncio em relação às investigações por meses, e sua decisão de falar mais sobre o caso levanta questões sobre as implicações que isso pode ter para o PT, especialmente em um contexto onde o partido busca consolidar sua imagem e evitar escândalos que possam afetar sua base eleitoral, principalmente na Bahia.
A situação se torna ainda mais complexa com a proximidade de eleições e a necessidade de o PT gerenciar sua relação com figuras envolvidas em investigações. A movimentação de Lima, ao sinalizar uma nova postura, pode influenciar o cenário político local e exigir uma resposta estratégica do partido para proteger seus interesses e evitar repercussões negativas em sua reputação.