O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, manifestou irritação ao ser questionado sobre a prestação de contas do filme Dark Horse durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, realizada na segunda-feira (24). Ao ser indagado sobre as cobranças, Flávio questionou: "VOCÊS vão PARAR no tempo?". Ele enfatizou que a responsabilidade pela transparência sobre os gastos do filme não é dele, mas sim do governo federal, referindo-se diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na coletiva, Flávio Bolsonaro argumentou que as questões sobre a produtora Go Up, responsável pela gestão dos recursos do filme, já foram abordadas em investigações realizadas no Estado de São Paulo. Ele alegou que a produtora teria ultrapassado os gastos em relação ao que recebeu. A cobrança referida por Flávio ocorreu no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a ter acesso a informações que foram apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma operação contra a Go Up.
O candidato do PL foi questionado sobre a possibilidade de divulgar o contrato do projeto, mas evitou uma resposta direta e aproveitou para criticar a cobertura da mídia. Flávio também fez ataques ao governo de Lula, associando-o ao caso do Banco Master e mencionando o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva. Em suas declarações, Flávio Bolsonaro afirmou que uma vitória da oposição garantiria a proteção do sigilo de fontes, enquanto um novo mandato do PT resultaria em retrocessos institucionais e possíveis prisões por críticas nas redes sociais.
No contexto político e eleitoral, Flávio destacou sua ligação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, mencionando um "pacto" entre eles para resgatar o país. Ele também manifestou a intenção de conquistar eleitores de outros candidatos da direita já no primeiro turno.
A coletiva de imprensa, marcada por tensões e críticas, reflete o cenário político acirrado à medida que as eleições se aproximam, com Flávio Bolsonaro buscando se distanciar das polêmicas enquanto se posiciona como um forte concorrente ao cargo de presidente.