Moraes manda Exército entregar armas registradas em nome de Bolsonaro

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Ordem foi determinada nesta segunda pelo ministro do STF –

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (6) que o comando do Exército entregue em até 48 horas à Polícia Federal todas as armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ordem foi proferida após a defesa ter informado ao Supremo que 8 das 11 armas registradas em nome de Bolsonaro estão sob posse do Exército. Outras duas já se encontram com a PF, de acordo com os advogados.

A 11ª foi apreendida em uma blitz, no mês passado, com um dos seguranças de Bolsonaro. O militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho alegou que o armamento seria levado para conserto.

Na última sexta-feira (3), Moraes mandou revogar o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) de Bolsonaro.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro decidiu que as armas devem ser apreendidas.

A determinação foi feita na mesma decisão em que Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. O ministro entendeu inexistir “falta grave” no episódio da arma apreendida que pudesse justificar eventual retorno ao regime fechado.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Com informações da Agência Brasil.

Leia o resumo da notícia

– O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Exército entregue à Polícia Federal, em até 48 horas, as armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.

– Segundo a defesa, 8 das 11 armas estão com o Exército, 2 já foram entregues à PF e a última foi apreendida com um segurança de Bolsonaro durante uma blitz, quando seria levada para conserto.

– A decisão também manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária, revogou seu registro de CAC e considerou que o episódio da arma apreendida não configura falta grave para justificar retorno ao regime fechado.



Fonte:A Rede PG