Ministério Público do RN denuncia esquema de lavagem de dinheiro com patrimônio milionário

Em denúncia aceita pela Justiça, dois réus, incluindo um funcionário com salário de R$ 1.954, são investigados por ocultação de bens e lavagem de dinheiro na Operação Emirados, que apura prejuízos ao Estado superiores a R$ 72 milhões.
WhatsApp-Image-2026-07-10-at-09.57.21

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresentou uma denúncia contra dois indivíduos envolvidos na Operação Emirados, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A Justiça potiguar acatou a denúncia, fazendo com que Marcello Brunno Moreno Moreira e Abraão Lourenço de Queiroz passassem a ser considerados réus por lavagem de dinheiro.

A investigação revelou que Abraão, que ocupava o cargo de auxiliar de contabilidade e contador, possui um patrimônio estimado em cerca de R$ 3,5 milhões. Embora seu salário declarado seja de apenas R$ 1.954, ele teria registrado diversos bens em seu nome, supostamente para ocultar patrimônio que, segundo a apuração, pertenceria ao empresário investigado. Entre os bens listados, destaca-se um imóvel em um condomínio de luxo em Parnamirim, avaliado em R$ 2,5 milhões, além de um veículo com valor aproximado de R$ 800 mil.

O MPRN também alegou que o grupo investigado causou um prejuízo superior a R$ 15 milhões ao Estado, referente a tributos que foram inscritos em dívida ativa. A denúncia pede não apenas a condenação dos acusados, mas também a perda dos bens que foram apontados durante a investigação.

A Operação Emirados, que foi deflagrada pelo MPRN e pela Polícia Civil no dia 23 de junho, investiga um complexo esquema que envolve lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica. Esse esquema teria resultado em prejuízos que ultrapassam R$ 72 milhões aos cofres públicos.

De acordo com o MPRN, os investigados utilizavam empresas de fachada e registravam bens em nome de terceiros para esconder seus ativos. A Justiça já determinou o bloqueio de quase R$ 73 milhões em bens, incluindo 18 imóveis e uma lancha. Além disso, durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 90 mil em espécie, assim como moedas estrangeiras, joias e equipamentos eletrônicos. A investigação também revelou a presença de veículos e imóveis de luxo, como um carro avaliado em R$ 800 mil e um imóvel de R$ 2,5 milhões, que estavam registrados em nome de terceiros.