Mãe e filha são presas após torturar familiares com peidos e arrotos

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Uma mulher de 44 anos e a filha, de 19, foram presas preventivamente pela PC-PR (Polícia Civil do Paraná), ontem, quarta-feira, dia 23 de novembro, em Curitiba, suspeitas de praticar estelionato, extorsão e tortura contra três familiares. Segundo a investigação, as vítimas tiveram prejuízo superior a R$ 70 mil e também foram submetidas a uma série de castigos físicos e psicológicos.

Entre os alvos estavam duas irmãs da mulher e o pai dela, que são, respectivamente, tias e avô da jovem. De acordo com a PC-PR, os crimes aconteciam de forma contínua dentro do próprio ambiente familiar.

As investigações apontam que o esquema começou quando uma das suspeitas convenceu os parentes a contratar um suposto seguro para proteger aparelhos eletrônicos contra invasões e ataques de hackers. O serviço, segundo a polícia, era fictício.

Depois disso, os familiares passaram a ser ameaçados com a possibilidade de terem informações pessoais divulgadas para criminosos caso não seguissem as determinações das investigadas.

A situação teria evoluído para sessões de tortura e humilhação. Segundo a delegada El Santos, as vítimas eram obrigadas a pintar o corpo de azul, permanecer durante horas ouvindo áudios repetidos com sons de flatulências e arrotos, além de comer por longos períodos sem interrupção.

Os familiares também teriam sido fotografados e filmados em situações humilhantes. A polícia investiga os episódios como tortura física e psicológica de caráter vexatório.

Além das agressões e ameaças, a investigação identificou uma extorsão contínua que provocou prejuízo superior a R$ 70 mil. Segundo a PCPR, o dinheiro obtido dos familiares teria sido utilizado pelas investigadas para manter um padrão de consumo elevado.

Durante as diligências, os policiais apreenderam joias, artigos de luxo, réplicas de marcas de alto valor, equipamentos eletrônicos e um pacote turístico para a Bahia que teriam sido adquiridos com os recursos investigados. Também foram recolhidos celulares e outros objetos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

As duas mulheres foram encaminhadas para os procedimentos policiais após o cumprimento das prisões preventivas. Os nomes das investigadas não foram divulgados.

A Polícia Civil continua a investigação para verificar se outras pessoas participaram do esquema e identificar novos bens ou valores que possam ter sido obtidos por meio das práticas investigadas.

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Fonte:Paraná Jornal