Lula considera resposta à decisão dos EUA sobre delegado brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou a possibilidade de uma ação recíproca após os Estados Unidos determinarem a saída do delegado Marcelo Ivo de Carvalho. A medida foi motivada por acusações de perseguição política.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, nesta terça-feira, 21, a possibilidade de reagir com base no princípio da reciprocidade em resposta à decisão do governo dos Estados Unidos que exigiu a saída de um delegado brasileiro do território norte-americano. Embora tenha afirmado não conhecer todos os detalhes do ocorrido, Lula deixou claro que uma ação equivalente contra um cidadão dos EUA no Brasil está em consideração.

"Fui informado hoje de manhã", declarou Lula durante um encontro com jornalistas na porta do hotel em Hannover, na Alemanha. Ele enfatizou: "Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil."

O chanceler Mauro Vieira também se pronunciou sobre o assunto, afirmando que a decisão não possui fundamento e que o governo brasileiro aguarda esclarecimentos das autoridades dos EUA. Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, ressaltou que o delegado Marcelo Ivo está nos Estados Unidos há mais de dois anos.

A decisão do governo norte-americano foi anunciada na segunda-feira, 20. O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental determinou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que esteve envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, deixasse o país.

Em uma publicação nas redes sociais, o governo dos EUA acusou Marcelo Ivo de desrespeitar procedimentos formais de extradição, alegando que ele teria promovido perseguição política em território americano. O delegado havia assumido seu posto em março de 2023, e, em março de 2025, o governo Lula prorrogou sua permanência até agosto deste ano.