Laudos médicos indicam fragilidade na saúde de Bolsonaro antes de decisão do STF

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou laudos médicos ao Supremo Tribunal Federal, evidenciando um quadro de saúde delicado. O ex-presidente enfrenta crises de soluço e instabilidade de equilíbrio, no momento em que se aguarda a decisão de Alexandre de Moraes sobre sua prisão domiciliar.
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A defesa de Jair Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) dois laudos médicos que revelam um estado de saúde delicado, às vésperas da decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a manutenção de sua prisão domiciliar. Os documentos, que incluem um relatório médico semanal e um de evolução fisioterapêutica, foram acessados pela Jovem Pan e indicam problemas como instabilidade de equilíbrio, sonolência acentuada e crises recorrentes de soluço.

O primeiro laudo destaca que Bolsonaro, de 71 anos, continua sob acompanhamento domiciliar após uma cirurgia no ombro direito e enfrenta sequelas de uma pneumonia bilateral contraída em março. O relatório aponta uma “exacerbação da sonolência e instabilidade do equilíbrio corporal”, levando a equipe médica a reforçar, em conjunto com a família, as medidas de prevenção contra quedas.

Além disso, o documento também aborda as crises de soluço que o ex-presidente enfrenta. Os médicos decidiram manter a prescrição de medicamentos de ação central, apesar dos efeitos colaterais, justificando que houve uma redução na frequência, duração e intensidade desses episódios nos últimos dias. Também são mencionados episódios de fadiga intermitente leve e ajustes na medicação anti-hipertensiva para controlar variações na pressão arterial.

O segundo laudo, assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, detalha os efeitos das crises de soluço na rotina de reabilitação de Bolsonaro. Em uma sessão no dia 29 de junho, o ex-presidente chegou “um pouco fadigado” após um episódio de soluço na véspera, mas conseguiu finalizar os exercícios. No entanto, na sessão de 2 de julho, os exercícios foram prejudicados devido a uma crise intensa, resultando em “muita tensão” nas regiões cervical e abdominal, além de fadiga muscular na cintura escapular e no ombro. Para lidar com esse quadro, a equipe de fisioterapia recorreu a técnicas como liberação miofascial, aplicação de laser na cicatriz cirúrgica e estímulo do nervo vago, visando conter o soluço através do sistema nervoso parassimpático.

Esses laudos foram apresentados em um momento crucial, uma vez que a decisão de Moraes determinará se Bolsonaro permanecerá em prisão domiciliar ou se as condições de saúde e o cumprimento das medidas cautelares serão revistos. A defesa do ex-presidente confia na solidez técnica dos laudos médicos apresentados, que trazem diagnósticos detalhados sobre seu estado de saúde.