Na manhã desta segunda-feira (6), a Rússia lançou uma série de mísseis e drones contra prédios residenciais em Kiev, causando a morte de pelo menos 14 pessoas. Este ataque ocorre apenas um dia antes do início de uma importante reunião da Otan, evidenciando a escalada do conflito na região. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fez um apelo aos aliados para que tomem "decisões firmes" que aumentem o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia, ressaltando que o bombardeio recente deixou mais de 30 mortos em Kiev.
O impacto do ataque abriu uma cratera em um edifício de apartamentos, destruindo andares superiores. Durante a noite, jornalistas da AFP em Kiev relataram ter ouvido mais de 10 explosões durante um alerta de mísseis balísticos. Esta foi a segunda vez que a Rússia utilizou mísseis balísticos de difícil interceptação, o que levou Zelensky a solicitar o envio urgente de mísseis avançados, como os sistemas Patriot, fabricados nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Zelensky devem se encontrar em Ancara (Turquia) durante a cúpula da Otan, que começa na terça-feira (7). Zelensky enfatizou a importância de que os Estados Unidos e seus parceiros europeus saiam da reunião com decisões concretas em apoio à defesa aérea da Ucrânia, visando a proteção da vida em seu país.
Após os ataques, o presidente ucraniano revelou que a Rússia disparou 68 mísseis e 351 drones, o que também deixou mais de 60 feridos. Em Vyshneve, um subúrbio de Kiev, as autoridades ordenaram a evacuação dos moradores devido à possível presença de munições não detonadas nos escombros.
Os moradores da zona norte de Kiev relataram momentos de terror. Oleksandr Bakhlukov, residente do distrito de Podilski, descreveu a intensidade do impacto: "Às 1h30, aconteceu um impacto muito forte. Uma onda expansiva, todas as janelas voaram. E depois atacaram mais três vezes".
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou, afirmando que os ataques demonstram a necessidade urgente de mais defesa aérea para a Ucrânia, um ponto que será discutido na cúpula da Otan. Enquanto isso, o Exército russo informou que derrubou mais de 500 drones ucranianos durante a noite.