A Justiça de São Paulo decidiu pela expedição de uma ordem de protesto contra a alienação da mansão de Daniel Vorcaro, situada na capital paulista. O imóvel, que foi adquirido por R$ 100 milhões no início do ano passado, não se torna indisponível, mas alerta terceiros sobre sua participação em um processo judicial, o que pode levar ao arresto da propriedade.
Localizada nos números 127 e 141 da rua Ibsen da Costa Manso, no Jardim Paulistano, a mansão é um projeto assinado pelo escritório de arquitetura MFMM, de Matheus Farah e Manoel Maia. O bairro é conhecido por abrigar a elite paulistana e está próximo ao entroncamento das Avenidas Brasil e Rebouças.
De acordo com a escritura de compra e venda, Vorcaro pagou R$ 100 milhões pela mansão, realizando um sinal de R$ 34 milhões em 17 de fevereiro e duas parcelas de R$ 33 milhões, ambas quitadas em março. Na época da aquisição, a crise de capitalização do Banco Master já era evidente, e Vorcaro estava em processo de negociação para a venda da instituição ao BRB.
Entre a assinatura do contrato para a compra da mansão e sua quitação, o Banco Master recebeu R$ 3,7 bilhões do BRB pela venda de carteiras de crédito, que foram posteriormente reveladas como fraudulentas. Os Advogados de Vorcaro contribuíram para a comprovação da propriedade ao citarem o endereço da mansão em um habeas corpus que pedia a revogação de sua prisão preventiva.
Em uma decisão recente, a juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, reconheceu a conexão entre o imóvel e o processo de liquidação do Banco Master. A ordem de protesto contra a mansão se junta a outras determinações que já incluíam o protesto em matrículas de dois apartamentos, três aeronaves e participações em diversas empresas.
A mansão, considerada uma "casa de revista", é valorizada não apenas por seu tamanho, que conta com quatro suítes, mas também pela alta qualidade de seu projeto arquitetônico. A equipe responsável pela obra destacou que a planta oferece uma integração funcional, promovendo convivência enquanto mantém a privacidade dos moradores.