Jogador argentino enfrenta tragédia familiar após terremotos na Venezuela

A esposa e os filhos do atleta Lucas Trejo foram encontrados mortos após desabamento em La Guaira. O desastre já deixou quase 1.500 mortos no país.
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Na noite de sábado (27), a esposa e os dois filhos do jogador argentino Lucas Trejo foram encontrados mortos em La Guaira, na Venezuela. Yanina Maranella e as crianças, Aarón, de 5 anos, e Ainhoa, de 7, estavam desaparecidos desde a quarta-feira (24), quando um forte terremoto de magnitude 7,2 e outro de 7,5 atingiram a região, provocando o desabamento do prédio onde residiam.

As operações de busca e resgate se estenderam por 74 horas. No momento do desabamento, Lucas Trejo, de 38 anos, não estava presente e acompanhou as equipes de resgate que atuaram na localidade. A confirmação das mortes foi feita pelo Deportivo La Guaira, clube de primeira divisão venezuelana onde o atleta atua. Trejo também tem vínculo com o Club Sport Marítimo de La Guaira, que disputa a segunda divisão do futebol local. Na quinta-feira (25), o jogador havia utilizado suas redes sociais para solicitar ajuda na busca pela esposa e filhos.

Os terremotos na Venezuela resultaram em quase 1.500 mortes e deixaram dezenas de milhares de pessoas desaparecidas. O chefe de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas, Tom Fletcher, alertou que o total de desaparecidos pode ultrapassar 50 mil. A cidade de La Guaira é uma das mais afetadas, com a destruição de diversos edifícios.

Apesar do tempo transcorrido desde a tragédia, ações de resgate continuaram a ser realizadas no sábado, incluindo a recuperação de um menino de 11 anos em Caraballeda e 33 outras pessoas encontradas com vida sob os escombros. A ONU estima que o desastre afetou cerca de sete milhões de cidadãos e causou danos materiais que somam US$ 6,7 bilhões.

Em resposta à crise, o governo interino, sob a liderança de Delcy Rodríguez, anunciou a militarização de La Guaira e impôs restrições de acesso à área, exigindo autorizações para voluntários e profissionais de saúde. Essa medida foi tomada em meio a protestos de sobreviventes, que relataram a lentidão na assistência e a falta de equipamentos para a remoção de vítimas.

O apoio internacional incluiu a mobilização de 2.700 socorristas de 24 países e o envio de 521 toneladas de ajuda humanitária. Os Estados Unidos disponibilizaram US$ 150 milhões e enviaram navios militares para auxiliar nas operações de resgate na costa venezuelana. O papa Leão XIV também expressou solidariedade à população afetada pela catástrofe, enviando uma mensagem de apoio e reconhecimento aos que participam dos esforços de busca e assistência.