A primeira-dama Janja da Silva gravou um vídeo para anunciar o lançamento do Comitê Nacional Evangélicos e Evangélicas com Lula. No material, ela busca estabelecer uma conexão com o segmento evangélico, enfatizando a importância de valores como solidariedade e igualdade, que classificou como fundamentais para a "nossa fé cristã".
Além disso, Janja destacou o "respeito" que Lula demonstra pela fé de cada brasileiro, mencionando iniciativas como a criação do Dia Nacional do Evangélico, a Marcha para Jesus e o Dia Nacional da Música Gospel, como exemplos de seu compromisso com os evangélicos.
Entretanto, a abordagem da primeira-dama tem gerado críticas. Muitos evangélicos consideram que a criação de datas comemorativas não é o que realmente desejam. As demandas desse segmento incluem políticas públicas mais incisivas contra o aborto, a corrupção, a ideologia de gênero e o que consideram uma influência negativa do wokismo no país.
Adicionalmente, uma parcela significativa dos evangélicos expressa sua insatisfação com o governo, que, segundo eles, historicamente se posicionou contra a presença do Cristianismo na esfera pública, mostrando desprezo e preconceito por aqueles que seguem essa fé.
Diante desse cenário, a criação de datas especiais e tentativas de dialogar com a linguagem evangélica são vistas como estratégias manipuladoras, que não atendem às reais necessidades e demandas desse grupo.
Os cristãos, portanto, esperam uma mudança ideológica do PT em relação a programas educacionais, culturais e familiares, uma vez que a visão de mundo da maioria da sociedade brasileira, que é cristã, colide com a ideologia promovida pela esquerda.