Seis meses após a explosão que devastou um apartamento e danificou unidades vizinhas em um condomínio localizado na Vila Yolanda, em Foz do Iguaçu, a PERÍCIA revelou informações sobre a origem do acidente. O LAUDO da Polícia Científica identificou a cozinha do imóvel como o ponto central da explosão, que ocorreu na madrugada de 26 de fevereiro. Apesar da localização do incidente, a causa exata do vazamento de gás permanece sem resposta.
O LAUDO, que conta com 118 páginas e mais de 142 imagens, indicou que uma mistura de gás de cozinha e ar se acumulou na cozinha, resultando na explosão. Os peritos localizaram o vazamento entre a válvula de bloqueio e o fogão, mas não conseguiram determinar se uma falha técnica ou um uso inadequado do equipamento foi a causa. Além disso, o documento descartou a possibilidade de vazamento na rede interna de gás do condomínio.
A análise pericial incluiu o uso de um scanner 3D, que permitiu mapear o apartamento e reproduzir o cenário encontrado após a explosão. Os dados mostraram que a onda de pressão originada na cozinha se espalhou pelos demais cômodos, causando a destruição de uma parede do quarto, que foi completamente arrancada e lançada para fora do prédio.
Diante da indefinição sobre a causa exata do vazamento, o Ministério Público solicitou uma complementação do LAUDO, incluindo o depoimento de pelo menos dois moradores do condomínio. O órgão também pediu os documentos elaborados pelo Corpo de Bombeiros, que englobam tanto o atendimento à ocorrência quanto o plano de segurança contra incêndio do edifício. Essas informações são consideradas essenciais para verificar se as normas de prevenção estavam sendo seguidas.
O Ministério Público expressou a intenção de reunir um volume substancial de informações antes de decidir sobre os próximos passos a serem tomados. Até o momento, não há um prazo estabelecido para a conclusão das diligências ou do inquérito, e a Polícia Civil optou por não se pronunciar sobre o caso neste momento.
A explosão resultou na morte de um jovem de 31 anos e deixou consequências significativas para os moradores do condomínio. Uma das residentes, que havia preparado seu apartamento para morar com o esposo após o casamento, ainda não pôde ocupá-lo, pois cerca de 80% da estrutura interna foi afetada.