Indústria brasileira e Câmaras de Comércio dos EUA solicitam negociação para evitar novas

A Confederação Nacional da Indústria e Câmaras de Comércio dos EUA enviaram carta aos governos, pedindo a suspensão de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O prazo para um acordo se encerra em breve.
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as Câmaras de Comércio dos Estados Unidos enviaram uma carta conjunta aos governos do Brasil e dos Estados Unidos solicitando uma solução negociada para evitar a implementação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) indicou que essa sobretaxa deve entrar em vigor na próxima quarta-feira, dia 15 de julho.

O documento foi assinado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) e pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos (U.S. Chamber of Commerce) e endereçado aos ministros Marcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores, ao embaixador Jamieson Greer, representante do USTR, e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

As entidades enfatizam a importância de defender a relação comercial estratégica entre Brasil e Estados Unidos e propõem uma agenda de negociação estruturada em duas etapas, com ações tanto de curto quanto de longo prazo. A prioridade imediata, segundo o documento, é evitar a aplicação das tarifas adicionais.

O Brasil é alvo de uma investigação iniciada pelos Estados Unidos em julho do ano passado, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio. Este mecanismo é utilizado para investigar práticas comerciais consideradas desleais e pode resultar na imposição de tarifas adicionais de 25%. Atualmente, o Brasil já enfrenta uma sobretaxa de 10% sobre a maioria dos produtos que exporta para o mercado norte-americano.

Com o prazo se aproximando do fim, os sinais indicativos de um acordo são incertos. Na última terça-feira, o ministro Marcio Rosa informou à mídia que as negociações estavam progredindo, mas foi contradito dois dias depois pelo embaixador Jamieson Greer, que afirmou que as conversas entre os dois países ainda não chegaram a um entendimento.

Além das tarifas, o setor industrial brasileiro sugere iniciativas de longo prazo, como a moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção de imposto de importação para transmissões eletrônicas, agilidade no exame de patentes e redução do estoque de pedidos de patente, especialmente em saúde e biofarmacêutico, além de um fortalecimento no combate à pirataria e contrafação.