Homem é denunciado por mortes de esposa e filha após acidente em Porto Rico

Márcio Talaska, de 39 anos, foi denunciado pelo MPPR por afogamento intencional de Iria Djanira Roman Costa Talaska e da filha, Maria Laura Roman Talaska, em Porto Rico. A investigação aponta para um crime premeditado após uma confraternização familiar.
Foto: Iria Djanira Roman Costa Talaska e Maria Laura Roman Talaska morreram afog
Foto: Iria Djanira Roman Costa Talaska e Maria Laura Roman Talaska morreram afog

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou uma denúncia contra Márcio Talaska, de 39 anos, devido às mortes de sua esposa, Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha do casal, Maria Laura Roman Talaska, de 3 anos. As duas vítimas morreram afogadas no dia 2 de maio, em Porto Rico, no noroeste do estado.

De acordo com as investigações, Márcio teria jogado o carro intencionalmente no Rio Paraná, resultando no afogamento das duas. O MPPR qualificou o caso como feminicídio em relação à esposa e vicaricídio em relação à filha, a tipificação que se aplica quando uma criança sob responsabilidade de uma mulher é alvo de violência para causar sofrimento à mãe. A análise dos fatos sugere que havia a intenção de que apenas a menina morresse, o que reforça a tese de crime premeditado.

As apurações indicam que o casal havia participado de uma confraternização familiar horas antes do trágico incidente. Durante a festa, um clima de tensão teria surgido após a escolha de uma música relacionada à traição, o que pode ter influenciado o ato violento.

Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou contradições nas declarações de Márcio. Inicialmente, ele alegou que Iria dirigia o veículo e que o carro teria perdido o controle. No entanto, imagens de câmeras de segurança demonstraram que ele era quem estava ao volante no momento do acidente.

As análises técnicas do veículo descartaram a possibilidade de falhas mecânicas que poderiam ter causado o acidente. Além disso, as evidências mostram que o carro percorreu um trajeto retilíneo até a margem do rio, onde o motorista acessou uma rampa e entrou na água deliberadamente.

Outro aspecto relevante da investigação foi o comportamento de Márcio após o submersão do veículo. Relatos indicam que ele conseguiu sair do carro e nadar até a margem antes de pedir socorro. Um pescador que estava no local afirmou que o suspeito demonstrou habilidade ao nadar e só depois começou a solicitar ajuda.