O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu aval para a abertura de um terceiro inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). A autorização foi formalizada na última segunda-feira (3).
Além do inquérito relacionado a Lulinha, Flávio Dino também autorizou a apuração de vazamentos ilegais de dados sigilosos que estão envolvidos nas investigações. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, comentou a decisão, afirmando que a equipe jurídica recebeu a notícia com “tranquilidade”. Ele expressou confiança na condução do processo pelo ministro, ressaltando o respeito que ele e sua equipe têm pelo jurista.
Na última sexta-feira (31), o ministro André Mendonça, também do STF, havia autorizado a PF a abrir um segundo inquérito voltado para investigações de tráfico de influência junto ao governo federal, no qual Lulinha é um dos alvos principais. O pedido da PF ao STF indicou a existência de indícios de irregularidades nas atuações de Lulinha com a empresa Dataprev, que é responsável pela tecnologia da Previdência, e outros órgãos federais, beneficiando o empresário Cleber Ribas de Oliveira.
Cleber Ribas é sócio da empresa 3STRUCTURE IT e, segundo a investigação, possui vínculos com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Além disso, na quinta-feira (30), o mesmo ministro já havia autorizado a PF a investigar possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à autorização para a comercialização de cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde, onde Lulinha também é mencionado como alvo das investigações.