O senador Cleitinho, do Republicanos, reiterou seu desejo de ser candidato ao governo de Minas Gerais em um discurso durante a convenção nacional do partido, realizada nesta terça-feira (4). Apesar de seu apelo emocional, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, não acolheu o pedido e afirmou que a convenção não tinha como pauta a definição de candidaturas estaduais, priorizando a ordem do dia.
Durante seu discurso, Cleitinho pediu a reconsideração de Pereira, enfatizando que não decepcionaria o partido e que sua decisão de concorrer ao Palácio Tiradentes foi guiada por uma orientação religiosa. "Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga", declarou o senador.
O apelo de Cleitinho ocorre logo após o Republicanos anunciar que ele não seria o candidato ao governo. Essa decisão foi comunicada por Marcos Pereira no dia 29 de julho, quando a legenda explicou que a candidatura não seria formalizada, uma vez que Cleitinho não participou da convenção estadual realizada em 25 de julho e não manifestou sua intenção de concorrer dentro do prazo estabelecido.
O partido tentou construir a candidatura de Cleitinho, mas concluiu que a falta de uma manifestação clara do senador dentro do tempo estipulado inviabilizou o avanço do projeto eleitoral. Em resposta à posição do partido, a assessoria de Cleitinho afirmou que ele continuava a ser um pré-candidato ao governo de Minas Gerais, e o próprio senador reafirmou sua intenção de participar da disputa.
Esse episódio gerou um conflito visível entre Cleitinho e a direção do Republicanos. Enquanto Marcos Pereira se manteve firme na ideia de que a candidatura não seria registrada, Cleitinho continuou a defender sua participação na corrida pelo governo mineiro, mesmo após o partido informar apoio ao ex-secretário Marcelo Aro, do PP.