O senador Flávio Bolsonaro, representante do PL do Rio de Janeiro, negou publicamente a suposta formação de um acordo com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, visando a interrupção das articulações relacionadas à CPI do Banco Master. Em uma nota divulgada em 1º de setembro, a assessoria do senador desqualificou a possibilidade de um entendimento político para bloquear a comissão, afirmando que Flávio repudia qualquer tentativa de associá-lo a tais práticas.
Na mesma nota, o senador mencionou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, afirmando que não há qualquer possibilidade de alinhamento entre eles. O magistrado tem proferido decisões que impactaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, o que, , inviabiliza qualquer tipo de acordo.
Atualmente, a instalação da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) enfrenta um impasse, uma vez que sua implementação depende da leitura do requerimento em uma sessão conjunta do Congresso. Para que isso ocorra, é necessário que haja um número mínimo de assinaturas, e o presidente da Casa deve formalizar o pedido. Até o presente momento, não houve uma convocação para tratar do assunto, evidenciando a resistência de Alcolumbre em avançar com a abertura do colegiado.
Esse entrave na instalação da CPMI está impactando outros processos legislativos, como a análise de vetos presidenciais, que também exigem a realização de sessões conjuntas. Flávio Bolsonaro, em sua nota, ressaltou que a dificuldade em avançar nas investigações está relacionada ao Partido dos Trabalhadores, que não forneceu as assinaturas necessárias para a instalação da CPMI. Além disso, o texto menciona o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O requerimento para a criação da CPMI foi protocolado em 3 de fevereiro pelo deputado Carlos Jordy, do PL-RJ, com o apoio de 281 parlamentares. A proposta visa investigar as relações entre membros do STF e o empresário. Por outro lado, parlamentares da oposição também tentaram articular um pedido próprio de CPI mista, focando no sistema financeiro e possíveis conexões entre fraudes e agentes públicos.